sexta-feira, fevereiro 09, 2007

WA WA WEE WA!!! – A grande pegadinha


Buenas,

Na terça fui à pré-estréia da comédia mais esperada dos últimos tempos – Borat – Cultural Learnings of America to Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (UK, 2006). Desculpem, eu me recuso a usar o título em português porque é bastante imbecil e não tem nada a ver com o original. Aliás, isso deve dar um post a parte, já que os títulos de filme aqui no Brasil são um terror, nunca têm nada a ver com o original e tentam descrever o filme.

Enfim, voltando para o Borat. No melhor estilo pegadinha, devo dizer que esse é uma das melhores comédias já feitas, lembrando muito os pastelões engraçados e inteligentes do Peter Sellers (Um convidado bem trapalhão e A pantera cor de rosa).

O primeiro ‘mockumentary’ (uma expressão que une gozação – mocking – com documentário – documentary) da história, o filme mostra um repórter do Cazaquistão que é enviado para os EUA para fazer matérias e aprender sobre a cultura deles. Na verdade Borat é um dos personagens do ótimo Sacha Baron Cohen, um comediante inglês que já criou Ali G, um apresentador de programa de entrevista branco metido a gangsta rapper e extremamente burro, e Bruno, um repórter gay de moda austríaco que irrita todos os seus entrevistados. Todos os tipos dele são sensacionais, mas o legal é que quando ele encarna o tipo, ele dá todas as entrevistas e só aparece como se fosse o personagem.

Como Borat, Cohen mostra um Cazaquistão inventado, um país atrasado que mais parece uma paródia estilo TV Pirata. Ele vai para os EUA e filma diversas reportagens e interações com americanos insuspeitos, que realmente acreditavam que estavam participando de um programa de TV do Cazaquistão. Tanto que, muitos desses caras que aparecem no filme estão processando Cohen e pedindo indenizações (claro, se o filme tivesse sido um fracasso, os caras não estavam nem aí, mas como é um tremendo sucesso e está fazendo milhões...)

Quando interage com os americanos, Borat se mostra um racista com costumes absurdos. No início, as pessoas aceitam e até concordam, mas quando ele exagera as pessoas acabam chamando a polícia. O filme provoca e, ao mesmo tempo em que tem um humor ácido e uma crítica social, tem cenas de humor pastelão, patéticas, como a arrebatadora luta de Borat com seu produtor, ambos pelados em um hotel. É impagável, de passar mal de rir.

Very naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaice!

See ya!!!

PS – Vale lembrar que Borat já era um personagem do programa do Ali G e muitas de suas entrevistas que podem ser vistas no http://www.youtube.com/ não estão no filme.

Um comentário:

Fábio Martins disse...

O Borat realmente é genial. Eu vi a primeira vez em novembro e já revi umas três vezes... Quero muito ver o material extra, que tem mais de 50 horas, hehehehe