sexta-feira, abril 25, 2008

Direto pro vídeo


Buenas,

Depois de ressuscitar esse blog resolvi escrever sobre o filme que eu estava vendo no momento do terremoto lá em casa. Sim, quando eu estava deitada em minha cama, senti a cama tremer e vi as roupas no meu armário todas balançando, achei que meu prédio estava caindo. Não, era o terremoto e eu estava no meio de uma cena de suspense do último filme da Jodie Foster, Valente (The Brave One – EUA, 2007).

Achei estranho um filme com dois atores do cacife da oscarizada Jodie Foster e do indicado ao Oscar Terrence Howard ter ido direto para o vídeo aqui no Brasil. Claro, depois de ver o filme eu entendi por quê. Quem não gosta de spoilers, ou seja, quem não quer que estrague o final, não leia até o fim deste post, ok?

A história básica é a seguinte: a Jodie Foster é uma radialista de NY que está noiva de um médico e durante um passeio noturno no Central Park com o cachorro, os dois são atacados por uma gangue e espancados. Ela fica em coma por três semanas e quando acorda já enterraram o seu noivo. Depois desse trauma, a polícia não consegue achar os bandidos e ela decide comprar uma arma pra se sentir mais segura.

Daí em diante a história desanda. A mulher fica IRADA!! (detalhe, esse IRADA tem que ser pronunciado como o “gelada” daquela propaganda da SOL Shot, porque ela fica IRADA MESMO!!!!)

Parece que em todos os lugares que ela vai tem alguém roubando, agredindo ou tentando matar alguém, só que é ela quem acaba fuzilando todos os bandidos. Vira uma matança desenfreada, parece até piada. Ela até fica com uma certa culpa, mas parece que ela está matando coisas e não pessoas.

Claro que você tem vontade de dar um tiro em dois grandalhões agressivos e cretinos que estão roubando o Ipod de um coitado no metrô e ainda humilhando ele e todos os outros em volta. Mas será que é tão fácil assim? Será que esses dois cretinos são só ladrões que agridem e humilham estranhos? Dois tiros e suas vidas acabaram. Seria fácil se fosse assim. Infelizmente esses cretinos têm mãe que gosta deles. Eles também não são só cretinos. Eles são legais com o irmão deles, que vai querer vingar a morte deles e por aí vai. Ou seja, esse mundo maniqueísta e fácil retratado aqui no filme simplesmente não existe. Mas isso não vem ao caso. Aqui no filme, os caras que a Jodie Foster mata são todos descartáveis.

Bom, aí ela vai matando um monte de gente, desde bandidinhos até bandidões, até a vingança final, claro. Então Neil Jordan, o diretor, se achou no direito de encerrar o filme com um final feliz (só faltou aparecer o coelhinho da páscoa também).

Portanto, o filme é pra quem gosta de muita violência e finais felizes. Surreal.

See ya!!!

Três, dois, um, clear..... shock!!!!



Já temos pulso!!! O blog foi ressuscitado!!

Aguardem posts...

quinta-feira, outubro 18, 2007

Tropa de Elite também vai pegar você!!


Buenas,

Ei, você aí! Que está em frente ao computador nesse momento, levanta daí, assim que terminar de ler esse post, é claro! Levanta e vai, mas não anda, corre! Aliás, avisa os amigos, brasileiros, estrangeiros, humanos e outros em geral. Saiam já de suas casas e vão ao cinema mais próximo (não vale comprar cópia pirata porque isso não tá com nada, viu?) assistir esse filme urgentemente!!!

Tropa de Elite não só é um ótimo filme, bem feito, bem filmado, com boa história, ótimas atuações, boa ação, humor, personagens bem desenvolvidos, enfim, cinema de verdade, mas também é uma lição de Brasil que não dá pra negar. Todo mundo precisar ver!!!!

O filme é narrado pelo Capitão Nascimento (Wagner Moura) do Bope, tropa de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Prestes a ter o primeiro filho, Nascimento está a procura de um substituto e sua história esbarra na de dois recrutas amigos de infância, Neto (Caio Junqueira) e Matias (André Ramiro), que se destacam pela honestidade. Nisso vemos duas histórias paralelas que só no terceiro ato juntam-se para formar a principal, sempre narradas por Wagner Moura como Nascimento, em ótima forma. Enquanto o Capitão Nascimento faz suas perigosas incursões nas favelas para combater os traficantes com sua equipe, os policiais Neto e Matias lutam para subir na hierarquia da polícia militar e fazer a diferença dentro de uma instituição corrupta. Nascimento acha que bandido tem que morrer e isso é o certo. Matias acha que se deve respeitar a lei e isso é o certo. Os dois estão certos. Certo?

Mas aí começamos a ver muito claramente como realmente funciona a polícia brasileira. Policiais mal pagos, desenganados com seus empregos, que usam a corrupção como parte do sistema. São praticamente uma extensão das quadrilhas e dos bandidos. Também vemos uma classe média e alta coniventes com o tráfico, que o incentivam o financiam, além de acharem que o problema da violência é culpa da polícia e do estado, não deles de dos seus amigos traficantes. Só que não enxerga que são eles mesmos que elegem esse estado e que incentivam essas quadrilhas de traficantes. E no meio está o Bope, uma instituição que usa de meios extremamente questionáveis (como torturas e até assassinatos) para tentar moralizar esse quadro absolutamente distorcido. Cada um lutando para sobreviver ao seu modo no meio dessa guerra.
E quando a história do Capitão Nascimento se encontra com a de Matias e Neto, nenhum dos três mais sabe o que é realmente certo.

Achei absolutamente lindo ver essa realidade estampada na tela de cinema pra todo mundo ver. E ainda mais lindo porque não foi só mostrada de uma forma pesada e desconfortável. O filme é violento sim, mas também tem história. O roteiro mostra como o personagem do Capitão Nascimento lida com seus conflitos pessoais - a morte de um menino que ajuda o tráfico o deixa com ataques de pânico e o fazem voltar até a favela para reaver o corpo do menino para a mãe poder enterrá-lo-, e como ele lida (mal) com a família. O filme explora os sentimentos dos recrutas, como eles se transformam no processo todo.
Além disso o filme também tem ótimas pitadas de humor, porque como bom brasileiro, não poderia deixar de ter. A ironia do Capitão Nascimento ao descrever o processo de corrupção da polícia é impagável. Mas o melhor mesmo é o treinamento dos recrutas para entrar no Bope. Um processo brutal, narrado de forma extremamente engraçada, dando uma leveza necessária, que faz de Tropa um filme muito prazeroso.

Por essa forma honesta e direta como escancara a falta de vergonha na cara em todos os níveis e classes sociais brasileiras, o filme já virou mania nacional. E como toda boa mania, vira base para as brincadeiras mais criativas, como o post do blog abaixo (hilário), ou as piadas do email que recebi:

Blog Ao Mirante Nelson

Email:


CAPITÃO NASCIMENTO é o meu herói!!!!
********************************************

Quando Deus disse "Que se faça a luz!", Capitão Nascimento falou: "Tá de sacanagem, sr. 01? Tá com medinho do escuro, sr. 01?"

Quando Deus resolveu criar o universo foi pedir permissão ao Capitão Nascimento, e ele respondeu: "Senta o dedo nesta porra!".

Quando Bruce Banner fica puto ele vira o Hulk, quando o Hulk fica puto ele vira o Capitão Nascimento.

Capitão Nascimento não lê livros, ele bota eles no saco até conseguir toda a informação que precisa.

As principais causas de morte no Brasil: 1. Ataque do coração 2. Capitão. Nascimento 3. Câncer. A opção 1 é a maior porque a maioria dos bandidos morrem do coração quando vêem o capitão.

Capitão Nascimento perguntou quanto tempo Deus levaria para criar o mundo, Deus disse que levaria 7 dias, então o Capitão. respondeu: "o Sr. É um fanfarrão, Sr. 01! O Sr. tem DEZ, DEZ segundos!".

Capitão Nascimento apostou queda de braço com o Superhomem e quem perdesse teria que usar a cueca por cima da calça.

Capitão Nascimento arrancou a cabeça do highlander a tapas "pede pra sair, pede pra sair, pede pra sair".

Uma vez o Capitão Nascimento e o Chuck Norris saíram na porrada. O episódio é conhecido como "big bang".

Judas não se matou. Ele foi morto pelo Capitão Nascimento, ao prestar o curso do BOPE, depois de ouvir "vc acha que ninguém sabe que vc traiu Jesus? Vc acha que ninguém sabe que vc é corrupto?"

A razão do universo em expansão é porque as galáxias estão fugindo do Capitão Nascimento.
Certa vez, o Capitão Nascimento enfiou uma faca em seu próprio olho. A faca ficou cega.

A roupa do Super-homem era preta até o Capitão Nascimento dizer: "Tira essa roupa preta porque você não é Caveira, vc é moleque!"

O capitão nascimento só dorme de luz acesa, pq o escuro tem medo dele.

No Aurélio a palavra "vítima" está definida como "aquele que encontra o Capitão Nascimento".

Capitão Nascimento dorme com um travesseiro debaixo da arma.

Precisa de mais??? Portanto, levanta a bunda da cadeira e corre pro cinema assistir!!!

See ya!!!!

segunda-feira, outubro 15, 2007

Apagaram a luz da ribalta


Buenas,

Com muita tristeza escrevo esse post sobre a perda de um dos maiores e melhores atores que já se viu nos palcos, telonas e telinhas desse país e, porque não, desse mundo. Eu sempre disse que pagava até para ver Paulo Autran ler a lista telefônica num palco de teatro, porque com ele lendo, com certeza até uma simples e banal lista de nomes e telefones ficaria interessante, tal era o gênio de sua interpretação.

Ele brilhou durante quase 60 anos em uma carreira incrível, com 90 peças teatrais, inúmeros filmes e novelas. Sempre muito versátil, Autran conquistava o público e mostrava o lado humano de todos os seus personagens, mesmo dos vilões que interpretava.

Algumas vezes, tive a honra de encontrar com ele saindo de algumas de suas peças de fui assistir. Sempre cordial e alegre, ele cumprimentava seu público com muita educação e sem ‘estrelismos’. Em outras ocasiões, também tive o prazer de vê-lo na platéia. Em uma dessas, agora não me recordo qual peça, os atores fizeram questão de agradecer a ilustre presença e o público o aplaudiu de pé, fato que o deixou um tanto quanto encabulado.

Esse era Paulo Autran, um verdadeiro artista, um talento. Sentiremos muito mesmo a sua falta.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Estranhos Prêmios Emmy


Buenas,

Vocês também assistiram à entrega dos Prêmios Emmy ontem à noite? Também acharam tudo aquilo muito estranho?

Pois é! Pra começar, aquele palco redondo e as pessoas em volta. Os apresentadores e, quem estava falando, ficavam sempre de costas para metade da platéia, o que foi aquilo? Nem eles entenderam e fizeram piadas sobre isso a noite toda.

E aquele número musical em homenagem ao seriado Sopranos? Sacanagem com os gângsters mais bacanas da TV! Eles mereciam mais e melhor. Mas tudo bem, justiça foi feita, o seriado ganhou o Emmy de melhor série dramática.

Também achei algumas escolhas bem estranhas, como a de James Spader de melhor ator em série dramática. Eu sou mais o Hugh Laurie!

Bom, pelo menos uma de minhas séries prediletas, Lost, recebeu um prêmio, para o ator coadjuvante Terry O’Quinn, o nosso John Locke, que fez um discurso muito bacana, tirando um sarro das Desperate Housewives. Também achei bacana o seriado 30 Rock ter ganhado por melhor comédia, porque é muito engraçado e inteligente, porém nem sempre lhe é dado o devido crédito.

Até o Al Gore ganhou um Emmy!! Depois disso, acho que vimos tudo...

See ya!!

quarta-feira, julho 25, 2007

Springfield é aqui!!!


Buenas,


Enquanto não chega a tão esperada versão para a telona do desenho mais sarcástico e politicamente incorreto, mas muito engraçado, da telinha, Os Simpsons, divirta-se navegando e jogando no site do filme:




Primeiro registre-se e crie o seu próprio avatar e aí passeie por Springfield porque você vai se encontrar em lugares inusitados. Os joguinhos também são bacanas.


Aliás, essa aí que vcs estão vendo sou eu, ou melhor, o meu avatar.


Enjoy! See ya!!

segunda-feira, julho 23, 2007

Harry, we miss you already...


Buenas,

Aqueles que me conhecem, sabem que eu sou uma Pottermaníaca de carteirinha (na verdade não tenho carteirinha, mas AMO a série de livros do bruxo que conquistou o mundo todo).

Confesso que começou meio sem querer. Eu estava morando na Austrália quando iam lançar o primeiro filme da série e eu ainda não havia lido nenhum livro. Na época, minha mãe estava de visita lá e vimos o trailer do filme. Quando chegamos no meu apartamento, ela tirou o livro da mala e falou que era bem bacana, que eu deveria ler. Li o primeiro livro e adorei. Acabei vendo o filme e, logo depois, quando estávamos visitando Melbourne, vi o segundo livro pra vender no aeroporto e já comprei pra ler no avião. Aí virou febre. Imediatamente após acabar o segundo livro, tive que comprar o terceiro, que devorei em três dias, e aí já fui atrás do quarto, que já era bem maior que os outros e, mesmo assim, li também em três dias.

Daí em diante foi esperar, como todo mundo, pelos próximos lançamentos, ansiosamente procurando notícias na Internet, fazendo pré-reserva, indo buscar o livro no dia do lançamento e devorando em poucos dias. Com esse último não foi diferente.

Harry Potter and the Deathly Hallows, sétimo e último livro da série, foi o mais especulado e comentado. Será que ela iria matar o Harry? Quem mais iria morrer? Ele iria finalmente derrotar Voldemort? Inclusive é recorde de vendas, segundo o Guardian:

Potter magic smashes publishing records

Na sexta-feira, 20h, lá estava eu na Livraria Cultura pegando o meu exemplar. Hoje, segunda, já li todas as 759 páginas e não, eu não fiquei sem dormir nem passei o tempo todo trancada em casa lendo, mas fiquei boa parte do meu fim de semana lendo sim. Como é uma série infanto-juvenil, o livro é de fácil leitura, não é uma prosa rebuscada ou difícil de digerir.

Bom, quanto ao livro propriamente dito, sei que muita gente não quer que eu estrague o final, e estou desesperada pra que alguém mais termine de ler para que eu possa comentá-lo. Tudo o que eu posso dizer sem estragar as surpresas é que esse é definitivamente o mais movimentado de todos e um pouco exagerado. Acho que J.K.Rowling abusou um pouco da boa vontade do leitor nesse livro, e vai acabar tendo que chamar o Joel Schumacher para dirigir a versão cinematográfica, porque só ele será capaz de ser tão over como ela foi. Mesmo assim, é um prazer mergulhar do mundo de Harry Potter e a cada capítulo ir juntando as partes do quebra-cabeça, prestando atenção aos detalhes criados por Rowling que no final se encaixam e formam as respostas aos enigmas que ela cria.

Preparem-se para a perda de muitos companheiros de Harry, muitos sustos e várias escapadas miraculosas de Harry tanto dos Death Eaters como do próprio Voldemort. Tudo isso, coroado com um duelo final, um clímax pra ninguém botar defeito, a guerra de Hogwarts (onde mais?). Rowling fez um livro final para agradar a gregos e troianos. Eu gostei muito, como de tudo o que diz respeito a Harry Potter, mas meu livro predileto continua sendo Harry Potter and the Order of the Phoenix.


Minha principal questão é a seguinte: e agora, como será a vida sem Harry?

See ya!!!

segunda-feira, julho 16, 2007

O controle e as emoções


Buenas,

O ótimo filme brasileiro Não por Acaso (Brasil – 2007), primeiro longa do diretor de curtas Philippe Barcinski, conta a história de dois homens que vivem matematicamente em vidas controladas que são devastadas por um mesmo acontecimento e a partir daí eles precisam aprender a lidar com suas emoções e enfrentar a cruel realidade que nem tudo pode ser contido e controlado.

Rodrigo Santoro é Pedro, um marceneiro que constrói mesas de sinuca e também joga e Leonardo Medeiros é Ênio, um controlador de tráfego que monitora o fluxo das vias de São Paulo. Ambos vivem suas vidas de forma regrada, dentro das normas que eles mesmo estabelecem para que possam sofrer minimamente. Apesar de nunca se encontrarem ou se conhecerem, são parecidos porque vivem da mesma forma, controlando seus respectivos ambientes.

Quando uma tragédia muda radicalmente a vida dos dois, o acaso mostra que existem coisas que não podem ser controladas e eles perdem o rumo, cada um ao seu jeito. O filme mostra como eles lidam com a perda e com as emoções que antes não faziam parte da vida protegida que levavam. Com um roteiro muito bem argumentado, ótimas atuações e uma direção precisa, Barcinski mostra a que veio. Espero que ele continue aqui fazendo mais filmes como esse.

See ya!!

domingo, julho 15, 2007

Anthony Hopkins Vs. Ryan Gosling


Buenas a todos,

Crime de Mestre (Fracture, EUA – 2007) é um bom suspense de tribunal que constrói uma bela trama durante a primeira metade do filme, mas decepciona na segunda, promovendo uma solução fácil e bem hollywoodiana.

Anthony Hopkins faz o papel de um excênctrico e inteligente milionário que assassina sua mulher por descobrir que ela o estava traindo, e Ryan Gosling é o jovem e ambicioso promotor que pega esse como seu último caso antes de deixar a promotoria para trabalhar em uma grande firma privada, visando ganhar muito dinheiro. Um caso que parecia fácil terá algumas reviravoltas e torna-se uma verdadeira batalha intelectual.

O filme se desenvolve em cima do duelo travado entre os dois e suas consequências. De um lado, Hopkins, como o assassino inteligente e excêntrico e do outro, Gosling, como o jovem, inexperiente e ambicioso. Hummm... será que já vimos esse filme antes?

Sim, já vimos, chamava-se O Silêncio os Inocentes (The Silence of the Lambs, EUA – 1991) e o fato de Anthony Hopkins usar os mesmos maneirismos de Hannibal Lecter nesse personagem torna essa comparação ainda mais inevitável. Muitas vezes fiquei esperando Hopkins pular por cima da mesa e morder a orelha de Gosling. Mesmo assim, os dois são grandes atores e vale a pena vê-los interagir.

Com algumas boas reviravoltas, o filme consegue capturar a atenção e manter o espectador em suspense, mas decepciona um pouco com um final banal.

See ya!!

quarta-feira, junho 27, 2007

Lauryn Hill esquece de adiantar o relógio


Buenas,

Na semana passada, paguei uma nota pra ver o exclusivíssimo show (extra!) da Lauryn Hill aqui em Sampa. Na maior animação, apesar de ter lido em todos os jornais que ela tinha atrasado duas horas e meia na noite anterior, lá fui eu para o Tom Brasil às 22h30, para o show que estava marcado para 22h. E a mulher entrou no palco 0h15.

Então, como ela é casada com um dos filhos do Bob Marley e mora, pelo menos parte do tempo, na Jamaica, acho que ela veio direto e esqueceram de avisar pra ela que precisava adiantar o relógio em duas horas, em função do fuso horário. Foi por isso que ela atrasou mais de duas horas nas duas noites que tocou aqui em São Paulo, ela acho que estava só atrasando alguns minutos. Colou?

Para a platéia que já não agüentava mais esperar, colou sim. Algumas vaias antes dela entrar, mas quando ela pisou no palco, foram só palmas. Eu confesso que se tivesse um ovo ou um tomate, tinha atirado na cabeça dela. Enfim, o começo do show foi fraco. Ela concentrou muito na fase atual, mais reggae, que poucos conhecem e, francamente, poucos gostam. Até esse momento eu ainda estava pensando em como ia pedir meu dinheiro de volta.

Mas aí ela começa a voltar às raízes sou e hip hop e a coisa pegou. Sim, o show pegou fogo, a platéia foi à loucura e eu comecei a ver que valeu a pena ter pago uma fortuna e esperado duas horas pra ver um ícone da música negra norte-americana cantando as músicas do seu auge. Entre seus sucessos solo e os sucessos do Fugees, a casa veio abaixo. Apesar do atraso, da roupa esdrúxula que ela vestia e da voz um pouco rouca (acho que ela estava gripada), ela deu uma aula de hip hop pra ninguém botar defeito.

See ya!!

domingo, junho 24, 2007

David Fincher volta com toque de mestre


Buenas,

O diretor de Seven, Clube da Luta e Quarto do Pânico retorna às telas após alguns anos provando que valeu a espera dos fãs. Zodíaco (Zodiac, EUA – 2007) é um filme baseado em dois livros escritos por um cartoonista do jornal San Francisco Chronicle, Robert Graysmith, que acompanhou a investigação para descobrir a identidade do serial killer que se auto-intitulava Zodíaco em São Francisco.

Os livros descrevem a trajetória dos policiais que cuidaram do caso e dos jornalistas do Chronicle que recebiam as caras do assassino. Após alguns assassinatos em 1969, o assassino começou a se corresponder com os jornais locais e enviar mensagens criptografadas para serem publicadas. O filme mostra os intricados detalhes das investigações que se passaram durante os anos 70 e 80.

Com um roteiro inteligente e extremamente bem amarrado, Fincher deixa o espectador sentado na ponta da poltrona durante quase três horas de filme (e olha de fui assistir numa sessão das 22h e estava bem cansada, mas não consegui desgrudar os olhos da tela). Com ótimos atores como Jake Gyllenhaal, como o nerd Graysmith, Robert Downey Jr como o jornalista estrela alcóolatra e Mark Ruffalo, como o conservador e durão inspetor de polícia, e um elenco de suporte também de primeira, Fincher faz um retrato fascinante mostrando justamente o lado menos glamuroso da história, o lado da polícia tentando reunir provas.

Um dos melhores filmes do ano, com certeza, Zodíaco deixa você entretido até o último minuto e ainda tem um final digno de uma história de vida real. Recomendo: saia de casa agora e vá assistir!

See ya!!

domingo, maio 27, 2007

Selton Melo decifrou a mente de Tarantino!!

Buenas,

Gostaria de dividir com todos algumas pérolas do You Tube que são absolutamente imperdíveis. A primeira é um vídeo de estilo bastante Tarantinesco no qual o Selton Melo explica para o Seu Jorge como ele desvendou o código do diretor de Cães de Aluguel, Kill Bill e Pulp Fiction. Vale muito a pena:

Tarantino's mind

O outro é um hilariante video clipe, produzido pela galera do Saturday Night Live (mas acho que nunca foi ao ar na TV americana, pelo conteúdo explícito) com Justin Timberlake dando um "presente especial" para a namorada no Natal. A letra da música é de chorar de rir e o vídeo é uma cafonice só, parece aquele grupo Color Me Bad dos anos 90, check it out:

Dick in a box

See ya!!!

sexta-feira, maio 25, 2007

Jack is back, and it ain’t all that


Buenas,

Parece inacreditável, mas conseguiram estragar uma fórmula simples de entretenimento garantido.

Piratas do Caribe 3 – No fim do Mundo (Pirates of the Caribbean 3 – At World’s End, EUA – 2007) é um filme extremamente longo, com uma trama confusa e muito elaborada, pouco humor e principalmente com um Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) muito sério.

Se eu gostei do filme. É claro que eu gostei! Não dá pra não gostar de Piratas do Caribe!!!! É divertido sim, mas em comparação com os outros dois filmes, é um fracasso. A trama é muito confusa, intrincada, e o personagem de Jack, que nos outros filmes era cheio de trejeitos e parecia sempre estar bêbado, neste filme está mais estratégico e sóbrio (?!?!?!).

O filme começa com o capitão Barbossa (Geoffrey Rush), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e Will Turner (Orlando Bloom) indo atrás de Jack Sparrow, para depois tentar derrotar Davy Jones (Bill Nighy). Enquanto isso a Companhia das Índias, representada por Cutler Beckett (Tom Hollander), conseguiu o coração de Jones (literalmente) e agora controla a tripulação do navio "Holandês voador", onde o pai de Will Tuner serve como marinheiro pela eternidade. E todos os piratas, sentindo que podem ser extintos pela ambiciosa Companhia, resolvem se unir para retomar o controle dos mares.

Com duas horas e quarenta minutos de duração, o filme é completamente TMI (too much information – muita informação), com inúmeras histórias que se entrelaçam e no final ainda deixa uma brecha para o quarto filme. Nem a participação especial do Keith Richards como pai de Jack salva esse filme - ele faz uma ponta pouco expressiva. As piadas são todas por conta dos dois marujos, um sem olho e seu amigo careca, e algumas poucas cenas de Jack falando com sua “consciência”.

O filme é uma super produção com magníficos efeitos especiais e muitas cenas bacanas, mas Jack Sparrow está descaracterizado e há muito drama entre os personagens Will Turner e Elizabeth Swan.

Eu recomendo esperar sair em DVD ou na TV a cabo.

See ya!

segunda-feira, abril 09, 2007

300


Buenas,

Fui assistir 300 nesse feriado e vou resumir o filme pra ficar mais claro pra todo mundo:

300 homens bonitos seminus


Contei 300 piercings dourados no corpo de Rodrigo Santoro


Bocejei 300 vezes e olhei 300 vezes no relógio para ver quando iria terminar o filme


300 braços, 300 pernas, 300 olhos e 300 cabeças decepadas


300 espirros de sangue


300 citações de como a violência e a guerra enobrecem o homem e o tornam livre (de quê, cara pálida?)


300 barrigas tanquinho retocadas por CGI (efeitos especiais)


300 mm é a profundidade do roteiro


300 expressões caricatas dos atores


300 referências homoeróticas no filme


Fui obrigada a ouvir 300 discursos cheios de asneiras e clichês sobre liberdade que não faziam sentido nenhum com a brutalidade e tirania dos dois povos mostrados no filme – Espartanos, aqui retratados como piores que os nazistas; e Persas, imperialistas e tiranos


300 corpos persas empilhados pelos espartanos


300 risadas em momentos intencionalmente sérios do filme, que ultrapassaram o limite do exagerado e ficaram ridículos


300 frases de efeito como: “Tonight, we dine in hell!!”


300 jornalistas e comentaristas que levaram esse filme muito a sério e o compararam com a situação geo-política atual


300 moedas de ouro que caem convenientemente do bolso do traíra, na frente do conselho inteiro, desmascarando-o


300 milhões de dólares que entrarão no bolso do diretor Zack Snyder pelo sucesso do filme
Nunca um título definiu tão bem um filme.

See ya!

terça-feira, abril 03, 2007

Só faltou tocar YMCA


Buenas,

Como boa ‘oitentista’ que sou, estava eu lá no Credicard Hall para assistir a mais um show do Pet Shop Boys. Eu gosto muito dessa banda, uma música dançante e alternativa, com tiradas inteligentes. Em 2004 fui ao TIM Festival, ainda em tendas no Jóquei Clube, e assisti ao show do Pet Shop que terminava uma noite de música eletrônica. Aquele show foi maravilhoso! Eles só tocaram sucessos, com muita batida e remix, estilo show para todo mundo dançar. E todo mundo dançou e cantou junto e o resultado foi uma noite inesquecível.

Já nesse novo show, eu sabia que eles lançaram disco novo e iriam tocar várias músicas que eu não conhecia. Fora que o clima foi completamente diferente, porque uma coisa é fazer parte de um festival e encerrar uma noite de música eletrônica, outra é fazer seu próprio show no Credicard Hall. Dito isso, o show foi bem bacana, altamente divertido, com direito a dançarinos e drag queens no palco. Parecia um show do primo pobre da Madonna, sabe? Uma produção que lembra os shows da Madonna, com dançarinos, cenários/ vídeos e fantasias, só que em escala muito menor e menos elaborada.

Eles tocaram todas aquelas músicas que a gente queria ouvir: It’s a Sin, West End Girls, Left to my Own Devices, Being Boring, Suburbia, Go West e Domino Dancing. E ainda os covers de Always on my Mind e Where the Streets Have no Name, mais algumas novas legais, como I’m with Stupid. Neil Tennant e Christopher Lowe vieram e cumpriram bem seu papel. Pessoalmente, eu dispensaria os dançarinos e drags, que foram ficando ridículos a medida em que o show progredia e eles trocavam de roupa. Teve uma hora que parecia que ia entrar o Village People no palco e cantar YMCA junto com os Pet Shop Boys.

Enfim, música bacana e boas risadas.

See ya!

terça-feira, março 20, 2007

I said I wasn’t gonna loose my head and then POP goes my heart



Buenas,

O título desse post é o refrão de uma música que certamente vai grudar no seu subconsciente como chiclete, bem ao estilo das músicas dos anos 80, se você assistir a comédia romântica Letra e Música (Music and Lyrics, EUA – 2007).

No filme Hugh Grant faz o papel de um músico que fez muito sucesso com poucos hits nos anos 80 e que, depois que sua banda se separou, decaiu enquanto o outro vocalista virou um mega sucesso. Alguém se lembra do Wham!? Essas referências aos anos 80 e seus astros decaídos que voltaram à moda são o que há de bacana do filme. Quem passou por aquela década certamente vai curtir.

O personagem de Grant se envolve com a personagem de Drew Barrymore, eles escrevem uma música juntos e, claro, acabam tendo um romance. O roteiro é típico de comédia romântica hollywoodiana, mas aqui os diálogos são mais inteligentes e as tiradas sarcásticas de Grant estão melhores do que nunca.

Preciso também fazer uma menção especial ao vídeo-clip do grande hit POP (claro, eu tive que incluir a foto tosca), que é uma das coisas mais hilárias que já fizeram. É diversão light sim, mas com graça e sem ofender a inteligência e a cultura do espectador. O que mais se pode querer de uma tarde de domingo?

See ya!

sábado, março 17, 2007

We could be heroes just for one day


Buenas,
Desculpem a ausência, mas às vezes a vida atrapalha, sabe? Agora que consegui sentar em frente ao computador e pensa um pouco, queria falar sobre o seriado que é o mair hype do momento, Heroes. Quando estreou nos EUA ouvimos falar um monte. Nem tinha terminado a primeira temporada e o seriado já estava concorrendo a vários Globos de Ouro. As críticas lá de fora eram unanimamente positivas.

Eis que agora no início de março, Heroes chegou às telas tupiniquins. Nossa, tivemos que ver propagandas e programas especiais sobre o seriado desde janeiro, tudo para aumentar nossa ansiedade com o programa. Finalmente chegou a estréia e eu, é claro, estava grudada na TV. Confesso que, após terminar de assistir ao terceiro capítulo, não estou tão impressionada. Eu sei, é bem começo, é preciso esperar os personagens se desenvolverem um pouco, mas discordo de todos que dizem que Heroes é muito melhor que Lost, porque o início de Heroes é meio chato, enquanto Lost já pega vc pelo cabelo desde o primeiro minuto. Não dá pra comparar. As duas séries tem elementos sobrenaturais, mas Lost é muito mais intrigante e cativante, além de melhor produzida.

Não que Heroes seja ruim, mas também não é tão maravilhosa nem tão viciante quanto Lost. A série tem seus méritos, como o personagem Hiro, de Masi Oka, que é absolutamente o que há de bom no seriado. Ele é "O Nerd", sim o cara mais nerd do universo e mesmo assim ele é carismático e engraçado, chegando a ser fofo. O júri ainda não deu seu veredicto sobre os outros personagens, mas Hiro é definitivamente o melhor de Heroes.

See ya!

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Oscar Report – Pequenas crianças e pecados íntimos


Buenas,

Sabe o que dá o cruzamento da série de televisão Desperate Housewives com o filme Beleza Americana (American Beauty, EUA - 1999)? Sim, a resposta é o bacaninha Pecados Íntimos (Little Children, EUA, 2006) do ator/ diretor Todd Field, estrelado pela ótima Kate Winslet, que concorreu ao Oscar de melhor atriz pelo papel. O filme começa e se desenvolve muito bem, num ambiente de Desperate e com uma narração muito similar, mas com os valores de Beleza Americana.

Winslet interpreta uma dona de casa e mãe frustrada em um subúrbio de classe média americano que se envolve com um pai também frustrado por diferentes razões. Ela é uma mulher inteligente e irônica que precisa lidar diariamente com a filha mimada e as donas de casa medíocres do bairro. Ele, um bonitão que não deu certo na carreira e vive do dinheiro da mulher, controlado por ela, sem saber que rumo dar à sua vida. Os dois se encontram no parquinho e na piscina pública e acabam desenvolvendo uma amizade que vira um caso.

Paralelamente, eles não só precisam lidar com seus filhos e respectivos esposos, mas também com os vizinhos metidos, alguns quase psicóticos, como um ex-policial, e com o fato de um pedófilo ter voltado a morar na comunidade, na casa da mãe, após cumprir sua pena. Tudo isso se mistura em uma história que é crítica e sensível e tinha tudo para dar certo como uma bela visão da hipocrisia suburbana americana.

** SPOILER ALERT – Alerta para quem não quer saber sobre o final do filme **

No entanto, however, porém, todavia, o filme desanda no final. Começam a acontecer coisas que não são plausíveis para aqueles personagens, que os atores só estão fazendo porque está escrito no roteiro.

Por exemplo, quando a personagem de Winslet vê o pedófilo na piscina pública, durante o dia onde há dezenas de pessoas por perto, ela expressa medo e segura sua filha no colo, como se a estivesse protegendo. Mas perto do final do filme, ela leva a filha a um parquinho à noite, onde está tudo deserto, quando chega o pedófilo chorando e senta num banquinho. Sério, ela iria se aproximar do cara que tem medo, á noite, sozinha, pra perguntar se está bem se não estivesse escrito no roteiro?

Ou o ex-policial teria ido até o parquinho e encontrado o pedófilo se não estivesse escrito no roteiro? Ele foi procurar o cara na casa dele, não encontrou então foi diretamente para o parquinho, sem saber se o cara estaria lá, foi sorte?

Esse tipo de incongruência aparece quando o roteiro não flui, quando a história é forçada a tomar um caminho que não é natural. E o final é justamente isso, um pastiche politicamente correto que não combina com o resto do filme. Todo mundo se redime de seus “pecados”. Bleargh

See ya!

Oscar Report – A busca da felicidade é cheia de desgraças


Buenas,

Outro que concorreu ao Oscar de melhor ator, mas não ganhou, foi Will Smith no papel de Chris Gardner em À Procura da Felicidade (The Pursuit of Hapyness, EUA, 2006). O filme é baseado na história real de um vendedor de São Francisco que, no final dos anos 70 e início dos 80, passa por dificuldades financeiras, ao mesmo tempo em que sua mulher o abandona com o filho pequeno.

Típico filme “auto-ajuda”, Procura mostra uma história de superação, com o personagem principal passando por todos os tipos de provação antes de conseguir se estabelecer financeiramente, tudo isso enquanto cria seu filho sozinho. Supostamente é pra todo mundo chorar no final, mas eu já queria chorar antes da metade do filme.

Dirigido pelo italiano Gabriele Muccino (o mesmo do bom, porém angustiante filme L’Ultimo baccio de 2001), o filme mostra como Gardner usou criatividade e jogo de cintura para superar inúmeras dificuldades. E são inúmeras, incontáveis. Durante as duas longas horas de filme, o cara passa por tudo o que um ser humano é e não é capaz de passar. Muccino transforma a história de superação em algo tão pesado e angustiante que quase saí no meio do filme porque não agüentava mais ver tanta desgraça acontecendo com o cara.

** SPOILER ALERT – Alerta para quem não quer saber sobre o final do filme **

Claro, qualquer um de sabe algo sobre o filme, sabe que o cara se dá bem no final. Só que essa parte não é mostrada. Procura acaba quando oferecem um emprego à Gardner, como se só isso resolvesse todos os problemas da sua vida. Não há nenhuma colher de chá para os espectadores, é só desgraça e, a partir do emprego, a gente supõe que ele tenha se dado bem. Mas como é que o cara que foi tão azarado por tanto tempo (porque não só ele tinha problemas financeiros, mas ele só tinha problemas, o cara era um ímã de azar) resolve tudo com uma oferta de emprego? Sei lá, ficou faltando alguma coisa.

See ya!!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Oscar Report – Helen Mirren faz bonito como Elizabeth II


Buenas,

O Oscar já passou, mas continuo comentando filmes indicados e premiados, como é o caso de A Rainha (The Queen, UK – 2006), que traz Helen Mirren no papel da soberana inglesa na época da morte da princesa Diana, mostrando os bastidores do governo inglês lidando com a tragédia.

Acho que uma das coisas mais difíceis de se fazer é interpretar uma pessoa contemporânea, que está viva (uma coisa é biografia de Mozart, ninguém vai saber se é fiel à pessoa ou não) e ainda alguém tão famoso como a atual rainha da Inglaterra. Por isso achei o prêmio de melhor atriz de Helen Mirren merecido, assim como foi o de Jamie Foxx por interpretar Ray Charles, há dois anos.

Com base nos fatos reais que giraram em torno da morte da princesa Diana, Stephen Frears dirige um filme coeso e instigante, mostrando o ponto de vista da família real. Além de entrar na intimidade de uma família que todos gostariam de conhecer, o filme também mostra o choque de valores da rainha com os do povo e do novo primeiro ministro, Tony Blair. Aliás, Michael Sheen também está perfeito no papel de Blair.

Pessoalmente, eu gostei muito da rainha. Talvez porque eu seja uma das poucas pessoas no mundo que não consigam entender a fascinação das pessoas com a princesa Diana. Nunca ficou claro o que ela realmente fez de bom pra humanidade e a morte dela não causou impacto nenhum na minha vida. E coincide que a visão que eu sempre tive dela é a mesma que a família real inglesa tem, de acordo com esse filme.

Com boas interpretações, roteiro preciso e agradáveis 100 minutos de duração, o filme é um oásis no meio de tantas super-mega-hiper-produções americanas longuíssimas e incoerentes.

See ya!!