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segunda-feira, julho 16, 2007

O controle e as emoções


Buenas,

O ótimo filme brasileiro Não por Acaso (Brasil – 2007), primeiro longa do diretor de curtas Philippe Barcinski, conta a história de dois homens que vivem matematicamente em vidas controladas que são devastadas por um mesmo acontecimento e a partir daí eles precisam aprender a lidar com suas emoções e enfrentar a cruel realidade que nem tudo pode ser contido e controlado.

Rodrigo Santoro é Pedro, um marceneiro que constrói mesas de sinuca e também joga e Leonardo Medeiros é Ênio, um controlador de tráfego que monitora o fluxo das vias de São Paulo. Ambos vivem suas vidas de forma regrada, dentro das normas que eles mesmo estabelecem para que possam sofrer minimamente. Apesar de nunca se encontrarem ou se conhecerem, são parecidos porque vivem da mesma forma, controlando seus respectivos ambientes.

Quando uma tragédia muda radicalmente a vida dos dois, o acaso mostra que existem coisas que não podem ser controladas e eles perdem o rumo, cada um ao seu jeito. O filme mostra como eles lidam com a perda e com as emoções que antes não faziam parte da vida protegida que levavam. Com um roteiro muito bem argumentado, ótimas atuações e uma direção precisa, Barcinski mostra a que veio. Espero que ele continue aqui fazendo mais filmes como esse.

See ya!!

segunda-feira, abril 09, 2007

300


Buenas,

Fui assistir 300 nesse feriado e vou resumir o filme pra ficar mais claro pra todo mundo:

300 homens bonitos seminus


Contei 300 piercings dourados no corpo de Rodrigo Santoro


Bocejei 300 vezes e olhei 300 vezes no relógio para ver quando iria terminar o filme


300 braços, 300 pernas, 300 olhos e 300 cabeças decepadas


300 espirros de sangue


300 citações de como a violência e a guerra enobrecem o homem e o tornam livre (de quê, cara pálida?)


300 barrigas tanquinho retocadas por CGI (efeitos especiais)


300 mm é a profundidade do roteiro


300 expressões caricatas dos atores


300 referências homoeróticas no filme


Fui obrigada a ouvir 300 discursos cheios de asneiras e clichês sobre liberdade que não faziam sentido nenhum com a brutalidade e tirania dos dois povos mostrados no filme – Espartanos, aqui retratados como piores que os nazistas; e Persas, imperialistas e tiranos


300 corpos persas empilhados pelos espartanos


300 risadas em momentos intencionalmente sérios do filme, que ultrapassaram o limite do exagerado e ficaram ridículos


300 frases de efeito como: “Tonight, we dine in hell!!”


300 jornalistas e comentaristas que levaram esse filme muito a sério e o compararam com a situação geo-política atual


300 moedas de ouro que caem convenientemente do bolso do traíra, na frente do conselho inteiro, desmascarando-o


300 milhões de dólares que entrarão no bolso do diretor Zack Snyder pelo sucesso do filme
Nunca um título definiu tão bem um filme.

See ya!