sexta-feira, dezembro 29, 2006

Should old acquaintances be forgotten?

Buenas,

Pois é, 2006 está quase e 2007 já desponta na semana que vem. Como tenho lido muitas matérias sobre os melhores do ano no cinema, música, etc, me senti compelida a escrever sobre o que eu achei de melhor em 2006.

Ano de grandes e bons shows no Brasil, com direito à U2, Jamie Cullum, Franz Ferdinand, BB King, Patti Smith, Beastie Boys, Yeah Yeah Yeahs, Oasis, TV on the Radio, New Order, Daft Punk, Gang of four, entre outros. Confesso que não fui a muitos desses shows, muitos nem vieram à São Paulo (o que acho absurdo, aliás...), mas os que fui estão registrados por aí nesse blog. De longe, na minha opinião, o melhor show do ano foi Franz Ferdinand no Espaço das Américas. Foi um showzasso!!! Nem a precariedade do lugar conseguiu segurar uma das melhores bandas da atualidade e seus fãs ardorosos, como eu.

Em geral, na música, o Arctic Monkeys, com o seu álbum Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, foi destaque total na mídia porque os caras têm mesmo um som muito legal. Mas, pra mim, Raconteurs com Broken Boy Soldier foi a melhor novidade do ano. Outras coisas bacanas da música em 2006 também incluem:

TV on the Radio – Return to Cookie Mountain
Gnarls Barkley – St. Elsewhere
Wolfmother – Wolfmother
Corinne Bailey Rae
KT Tunstall
John Mayer – Continuum

No cinema, tivemos algumas boas surpresas de filmes independentes como Pequena Miss Sunshine e o brasileiro O ano..., e um filme francês desconcertante que foi, ao meu ver, o melhor do ano. Segue abaixo um TOP 14 dos melhores do ano, a maioria já comentada aqui no blog:

1- Cache
2- The Departed – Os infiltrados
3- Little Miss Sunshine – Pequena Miss Sunshine
4- Thank you for Smoking – Obrigado por fumar
5- Casino Royale
6- O ano em que meus pais saíram de férias
7- El Laberinto del Fauno – O labirinto do fauno
8- Inside Man – O plano perfeito
9- United 93
10- Cidade Baixa
11- Miami Vice
12- Match Point
13- Mission Impossible III
14- Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest – Piratas do Caribe 2

O ano de 2006 pode não ter sido dos melhores, mas teve seus momentos. Agradecemos esses e esperamos muitos mais e melhores em 2007!!!!!!!!!!!!!!!!!!

See ya next year!!!

quinta-feira, dezembro 21, 2006

James Bond Begins!!!


Buenas,

Seguindo o conceito adotado pelo pessoal da Warner para reviver a franquia dos filmes Batman, voltando às origens do personagem com Batman Begins, os produtores de 007 fizeram o mesmo com James Bond. Aqui em Cassino Royale (Casino Royale, UK – 2006) eles apresentam um Bond mais jovem, mais vigoroso fisicamente, menos experiente, mais bruto e um pouco menos cínico.

O início do filme, como de costume, é acachapante. As cenas em preto e branco de uma luta de Bond (Daniel Craig), na qual ele mata seu primeiro alvo, intercaladas com a conversa com o segundo, são impressionantes. O filme é pura adrenalina, ação e diálogos irônicos, mas sem os gadgets usuais de Bond, com muito braço, muito sangue e muita porrada mesmo.

Desta vez a missão de Bond é vencer o vilão Le Chiffre, que financia traficantes de armas e terroristas, em um jogo de pôquer no Cassino Royale de Montenegro (Montecarlo disfarçada) e assim chantageá-lo para que ele entregue os seus contatos. Com direito a cena de tortura com Bond pelado e tudo, o ritmo do filme é acelerado e as cenas muito bem filmadas. Há um momento em que o filme perde um pouco o seu ritmo, confesso que achei o filme perfeito até essa hora, quando Bond começa a se recuperar em um hospital.

Claro que depois disso ainda há reviravoltas e cenas de ação, mas senti que o filme ficou um pouco meloso. Mesmo assim, Daniel Craig passa na prova com nota máxima e os produtores mostram que um bom personagem com boas histórias pode ser infinito.

See ya!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Volver, sentir, vivir, reír, llorar


Buenas,

Almodóvar fez novamente. Ele conseguiu fazer um filme estilo dramalhão, comédia, bem espanhol e absolutamente divino. Volver (Espanha, 2006) é uma história de mulheres a beira de um ataque de nervos que conta tudo sobre sua mãe, onde se fala muito com ela, usando saltos altos, ou seja, um pouco de tudo que vimos na obra do talentoso diretor.

Penélope Cruz brilha como Raimunda, personagem central de uma família de três gerações de mulheres, que luta para superar seus traumas e se relacionar. O principal tema do filme é o relacionamento mãe e filha, algo tão delicado e complicado que só Almodóvar consegue retratar como se deve. Raimunda e sua irmã Sole, que perderam os pais num incêndio há meses, vivem em Madri, uma como cabeleireira clandestina e outra com um marido bêbado e desempregado e a filha, fazendo bicos. Quando a tia morre, elas descobrem que a mãe estava cuidando dela e agora elas precisam se relacionar com essa mãe que retornou das cinzas.

Os temas complicados e polêmicos como incesto, morte e família, são apresentados de forma melodramática (bem ao estilo Almodóvar) por ótimas atrizes. A trama do filme é relativamente simples, mas bem interessante e no fundo o que interessa ao diretor é explorar as relações familiares diante de adversidades inimagináveis. As mulheres são o centro desse filme, que quase não tem personagens masculinos, que as coloca em várias molduras diversas de acordo com a ocasião. Para isso o diretor usa sua extravagância nas cores, cenas e diálogos. Uma jóia rara que só poderia ter sido lapidada por esse artesão cuidadoso.

See ya!

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Quer saber pra onde vai o mundo, do jeito que está hoje?


Buenas,

Quem quer saber onde vamos parar se o mundo continuar da forma como está, cheio de intolerância, medo, racismo e xenofobia, deve assistir ao novo filme do diretor mexicano Alfonso Cuarón.

Filhos da Esperança (título infeliz de Children of Men, UK – 2006) é uma ótima produção que trata de assuntos polêmicos de hoje, em um futuro próximo. Em 2027, os seres humanos teriam perdido a capacidade de se reproduzir, o mundo estaria um caos e só a Inglaterra ainda teria uma vida ‘normal’ sob uma ditadura que fecha o país para qualquer imigrante ilegal.

O futuro próximo visualizado por Cuarón é bastante sombrio, é um resultado dos líderes que vemos atualmente e das políticas racistas de imigração e de guerra. No meio desse mundo desolado vive Theo (Clive Owen, como sempre muito bom), meio conformado com a guerra urbana que a ditadura trava contra milícias pró-liberdade. Quando sua ex-mulher o procura para ajudar a escoltar a única mulher a ter ficado grávida em 18 anos - uma imigrante ilegal - começam seqüências de ação inacreditáveis.

A história é extremamente relevante e Cuarón a filma de forma pungente, como um soco no estômago do público. Apesar disso, o filme prega a esperança. Além da ótima atuação de Clive Owen o filme também conta com uma participação especial de Julianne Moore e Michael Caine como um hilário ex-hippie.

Algumas seqüências do personagem de Owen tentando passar por um conflito armado são de tirar o fôlego, com a câmera seguindo ele por minutos em uma correria frenética. Direção de primeira.

Um filme que está passando meio despercebido porque foi lançado no Brasil antes que nos Estados Unidos, mas que provavelmente será um dos concorrentes ao Oscar (ou deveria ser).

See ya!

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Crítica de NY elege United 93 melhor filme do ano

Buenas,

Está aí no NY Times e no G1:
http://www.nytimes.com/aponline/movies/AP-Film-New-York-Critics.html?_r=1&ref=movies&oref=slogin

http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,AA1383615-7084,00.html

A crítica norte americana escolheu o filme United 93 como melhor filme do ano. Assisti esse filme ontem em DVD e realmente, achei bastante impressionante. Com um realismo contundente sem ser apelativo, o filme é puro terror. Mas não é aquele tipo de terror onde Freddy Krueger mata todo mundo dando risadas. É uma tensão e um terror reais. Mesmo porque, a gente sabe que aquilo aconteceu.

O filme ganha muitos pontos mostrando uma narrativa simples e direta de como as autoridades receberam as notícias dos seqüestros dos aviões e dos ataques de 11 de setembro de 2001 e o que teria acontecido dentro do fatídico vôo United 93 que caiu próximo a Washington. Um filme pungente. Todos deveriam assistir.

Gostei muito do fato de Martin Scorcese ter ganho melhor diretor, um prêmio justo. Quem sabe esse ano a Academia pare de puxar o saco do Dirty Harry e dê o prêmio a quem merece?

See ya!

I got the blues....

Buenas,

Sem dúvida, uma noite memorável, entre as melhores que já tive! Ver o rei do blues é sempre um prazer, mas sua farewell tour (turnê de despedida) que passou pelo Via Funchal em São Paulo foi o ápice. E eu estava lá!!!! :-)

BB King é uma lenda da música, não dá pra negar. Aos 81 anos de idade ele consegue levar um show com seu carisma, encantar a platéia com sua voz sensacional (dá até arrepios quando ele começa a cantar) e ainda toca a Lucille (pra quem não sabe, é o nome da guitarra dele) primorosamente. É imperdível.

Ele toca desde o blues de raiz e versões de seus sucessos como ‘When love comes to town’ escrita pelo Bono, mas sempre com um toque de improvisação e jam session. As músicas se estendem e juntam-se umas com as outras, vários solos são apresentados pela ótima banda que o acompanha há anos. Além de clássicos como ‘The Thrill is gone’.

Mas BB King hoje é um cara de muita prosa. Ele conversa muito com o público, conta histórias engraçadas, interage mesmo e muito à vontade, como quem já nasceu e passou a vida todo no palco. Ele é muito brincalhão e bem humorado.

Felicidade pura

See ya!

quarta-feira, dezembro 13, 2006

James Blonde chega nessa sexta!!!!


Buenas,

Na sexta estréia no Brasil a mais recente aventura do agente 007, James Bond. Eu sou FANÁTICA da série de Bond e, longe de ser purista, gosto muito das várias fases do espião. Concordo com o que disse o cinéfico Ben Lyons no programa Daily 10 do E!, que o Bond da nossa geração (minha e dele e de quem tem por volta de 30) é o Pierce Brosnan.

Sem dúvida Brosnan tem carisma de sobra e os filmes da série que ele estreleou foram alguns dos melhores, principalmente porque foram atuais. Eu, como fã incondicional de Bond, adorava os filmes da era Sean Connery. A era Roger Moore foi um pouco mais 'trash', em minha opinião, mas eu também gosto muito dessa fase pois os filmes do agente ganharam uma boa dose de humor cínico. Os únicos Bonds que não gostei realmente foram George Lazenby e Timothy Dalton.

Pierce Brosnan trouxe o charme e carisma de Connery aliado ao humor de Roger Moore em tramas fantásticas e futuristas, cheias de tecnologia de ponta. Nem preciso dizer que amei os filmes dessa era.

Sexta surge a nova era de Bond, com o agente James Blonde (porque esse é o único ator loiro que fez esse papel), Daniel Craig na pele do 007. Cassino Royale é o primeiro livro de Ian Fleming e o filme usa isso para imitar Chris Nolan em Batman Begins e mostrar as origens de Bond.

Como ainda não vi o filme, não dá pra dizer muita coisa. O que eu quero realmente comentar é que, pelos trailers e propagandas na TV, parece que esse é o primeiro filme do 007 que realmente leva em conta o público feminino. Em vez de milhares de mulheres semi-nuas, saindo do mar de biquini, o filme terá uma cena de Daniel Craig saindo do mar de sunga. Só isso já vale o ingresso do cinema! (dá uma olhada na foto)

See ya!

terça-feira, dezembro 12, 2006

Um médio truque


Buenas,

Está em cartaz em São Paulo o filme O Grande Truque (The Prestige, EUA – 2006), filme dirigido por Christopher Nolan e estrelado por Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine e Scarlett Johanson.

Gosto muito do estilo de direção do Chris Nolan e esse filme, apesar de muito bom, talvez seja um de seus mais fracos. Com uma boa história e ótimos atores, o excesso de flash backs e uma surpresa facilmente detectável acabam tornando o filme divertido sem ser nada especial. Não levem a mal, o filme é bacana e entretém, mas sabe quando falta alguma coisa?

O filme conta a história de dois mágicos na Inglaterra vitoriana que viram rivais tipo arqui-inimigos, obcecados com a destruição um do outro. Como de costume nos filmes de Nolan, a história é contada por meio de flash backs misturados, sem uma estrutura linear. Esse truque que visa confundir mais o expectador e fazer a revelação final mais intrigante, não funcionou tão bem nesse filme. A grande sacada é facilmente perceptível e olha que eu não sou daquelas que se gaba de ter sabido antes do final que Bruce Willis era um fantasma em O Sexto Sentido.

O filme é interessante, tem uma história cativante, boas atuações e uma participação especialíssima de David Bowie como o inventor Nikola Tesla. Bom entretenimento.

See ya!

PS: Ver os belos Hugh Jackman e Christian Bale na tela por duas horas, já vale o ingresso!!!

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Pilobolus encanta com dança escultural


Buenas,

Tardo, mas não falho!

Há semanas assisti ao espetáculo da companhia de dança norte-americana Pilobolus, que faz um balé moderno com improvisação, movimentos acrobáticos e coreografias plásticas.

Os bailarinos encantaram com a peça Aquatica, na qual se juntam e fazem um movimento ondulatório imitando o mar. Eles se movem no palco como se o corpo de um fosse a extensão do corpo do outro, é uma experiência impressionante.

As coreografias Pilobolus e Memento Mori também mostram a destreza e criatividade do grupo, mas cansam por serem um pouco longas e mais dramáticas. Já Sweet Purgatory e Walklyndon encantam não só por sua estética, mas pelo uso do humor. Essas duas últimas agradaram muito também às crianças que estavam na platéia, já que usam elementos do humor pastelão do cinema mudo.

Os destaques são os bailarinos Andrew Herro, Manelich Minniefee e Annika Sheaff, que executam com personalidade e destreza as partes mais importantes das coreografias. Uma experiência à parte.

See ya!!

sexta-feira, novembro 24, 2006

Oitentistas sacolejam o esqueleto no Via Funchal


Buenas,

Os oitentistas – pessoas saudosas dos anos 80 – grupo que inclui esta que lhes escreve, estavam todos lá no Via Funchal, na terça passada, esperando ansiosamente que Bernard Summer, Peter Hook e cia desfilassem seus sucessos. E foi o que aconteceu, mais ou menos.

O New Order é uma ótima banda, com muitas músicas bacanas de vários álbuns inspirados. Muitas pessoas saíram do Via Funchal achando que ‘acústica’ estava ruim, que o som não foi tão bom e que faltaram hits.

Eu saí de alma lavada. Não é todo dia que se ouve Love Will Tear Us Apart ao vivo, tocada pelos membros originais do cultuado Joy Division. Nem preciso dizer que adoro Joy Division e que, ao contrário da primeira passagem do New Order pelo Brasil, dessa vez o grupo honrou suas origens e tocou várias boas como Athmosphere e Transmission. Delirante!

Os hits do New Order também estavam lá: Bizarre Love Triangle, Blue Monday, The Perfect Kiss, Regret e True Faith, essa última acabou confundindo um pouco o público porque eles tocaram com um arranjo novo. Sobre a acústica, eu acho que nem é tanto um problema do Via Funchal, mas o Bernard Summer não nasceu vocalista ele ficou vocalista quando o Ian Curtis se matou, portanto não dá pra esperar muito da voz do cara ao vivo, que realmente é meio fraca.

Com muitos hits dançantes, algumas músicas do último álbum e as jóias do Joy Division, o New Order fez um grande show!

See ya!

terça-feira, novembro 21, 2006

Um gênio se retira


Buenas,
Robert Altman faleceu hoje, aos 81 anos de idade, em um hospital em Los Angeles. Não foi divulgada a causa, mas Altman havia sofrido um transplante de coração há alguns anos. Fico feliz que a Academia de Artes e Ciências de Hollywood deu a ele neste ano um merecido Oscar honorário pelo conjunto de sua obra – lifetime achievement award.

Com elencos recheados de estrelas, os filmes de Altman caracterizam-se pela improvisação, um roteiro que deixa os atores soltos para inventarem falas. O resultado disso eram filmes que mais pareciam ‘pedaços da vida’ (slices of life) e não histórias com começo, meio e fim. Sou grande fã de filmes como O Jogador, Gosford Park e Short Cuts, nos quais os atores falam ao mesmo tempo e parece que estamos vendo cenas da vida real.

Quando recebeu o prêmio da academia, Altman disse “I'm very fortunate in my career. I've never had to direct a film I didn't choose or develop. My love for filmmaking has given me an entree to the world and to the human condition". Um cineasta de alma independente que nos deixa com saudades dos filmes que mostra o ser humano como ele é.

See ya!

terça-feira, novembro 14, 2006

Os Infiltrados já nasce clássico do cinema!!


Buenas,

O filme do ano está em cartaz e aconselho todos a correrem pro cinema JÁ!!!!!
Os Infiltrados (The Departed, EUA – 2006) é o mais novo filme do diretor Martin Scorsese que conta com um elenco de estrelas como Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Mark Whalberg, Alec Baldwin e Martin Sheen. Voltando às suas raízes, Scorcese faz uma obra prima sobre máfia, polícia e, é claro, agentes infiltrados.

O filme já começa pra lá de bem com “Gimme Shelter” dos Rolling Stones, enquanto as imagens mostram como Colin Sullivan (Matt Damon), se tornou ‘afilhado’ do chefe da máfia irlandesa de Boston, Frank Costello (Nicholson). A história conta como Sullivan virou um policial corrupto que continua ajudando o chefe mafioso, e como William Costigan (DiCaprio), vindo de uma família de mafiosos, vira um policial infiltrado na gangue para conseguir provas e prender Costello. O filme gira em torno dessa dicotomia entre DiCaprio e Damon, gerando incríveis momentos de suspense e uma trama que dá várias reviravoltas.

A refilmagem do filme chinês, Infernal Affairs, é inquestionavelmente superior ao original, trazendo de volta um Scorsese da época de ouro. Nos últimos anos o diretor deu uma derrapada com Gangues de NY, voltou bem com O Aviador, mas não como era em Goodfellas. Os Infiltrados é um de seus melhores trabalhos. A violência bruta, os palavrões, os comentários sarcásticos que rendem muitas risadas e a sensacional atuação do elenco fazem desse filme um clássico já no seu lançamento.

Nicholson está perfeito como Costello, um mafioso sem escrúpulos e muito sacana, bem ao estilo do ator. Damon e DiCaprio dão um show de atuação, um como o elegante e conquistador mau caráter e o outro como o desajustado e perturbado bom moço. O filme não é só altamente imprevisível, como tem um final à altura.

**SPOILER ALERT** quem não quer saber sobre o final, pare de ler aqui.

Não vou dizer como acaba, mas devo dizer que é bem parecido com o final que eu considero um dos melhores do cinema, o de Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, EUA – 1992) do Tarantino. Pra bom entendedor....

See ya!!!

Sensibilidade infantil domina as telas


Buenas,

Estamos com sorte! Cinema de primeira qualidade em cartaz por toda a cidade. Dois ótimos filmes que estão em cartaz trazem a sensibilidade das crianças para mostrar o mundo adulto de comportamentos e relacionamentos.

Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, EUA, 2005)
Um filme independente Americano sobre uma típica família estranha daquelas partes. Todos se juntam, pai, mãe, filho adolescente rebelde, filha pequena, avô drogado e tio gay e suicida para uma inusitada viagem a um concurso de beleza infantil da filha.

Com atuações ótimas e realistas, além de uma história semi-absurda, que chega a ser hilária, o filme encanta por sua simplicidade, seu humor e sua sagacidade crítica para com a sociedade americana. Há momentos de chorar de rir (juro, quase caí da cadeira) e o final deixa todo mundo com aquela sensação gostosa. Imperdível.

O Ano em que meus pais saíram de férias (Brasil, 2006)
1970. Copa do Mundo. Pelé. Ditadura. Infância. Bom Retiro. Judeus. Misture tudo com um roteiro inteligente e você tem o filme de Cao Hamburguer. Os pais de Mauro saem de Belo Horizonte e o deixam às pressas com o avô, no Bom Retiro em São Paulo, e partem para uma temporada de “férias”. Fugindo da repressão dos militares, eles nem percebem que deixam o garoto sozinho, já que o pai de Mauro morre pouco antes de chegarem. Mauro é acolhido pelos vizinhos, em particular um velho judeu chamado Schlomo. A partir daí vemos como o menino se relaciona nesse novo ambiente e como se vira sem os pais.

O filme é delicado e mostra a sociedade de 1970 no Brasil pelos olhos do menino. O público acompanha suas descobertas e seus desencantos. A grande vedete é a Copa de 70, que é mostrada com detalhes e dá uma vontade de torcer e vibrar junto com o pessoal que está na tela. Com um belo roteiro e muito bem realizado, este é definitivamente, um dos melhores filmes brasileiros.

See ya!

segunda-feira, novembro 06, 2006

Huh?

Buenas,

Cartoon também é cultura e essa charge do jornal inglês The Guardian diz tudo:

http://www.guardian.co.uk/cartoons/martinrowson/0,,1940658,00.html

Enforcar alguém nos dias de hoje, por pior criatura que ele seja, não soa um tanto quanto medieval?

Olga é o cara!!!!!!!!!!!!!!!!!!

To Bombay, a travelling circus came
they brought an intelligent elephant, and Nelly was her name
one dark night, she slipped her iron chain
and off she ran to Hindustan and was never seen again
oooooooooooooooooooooooooooooooooaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh

Buenas,

Mesmo com pouca condição intelectual para fazer qualquer crítica devido ao estado etílico avançado, preciso comentar sobre o show do Toy Dolls que rolou na semana passada no Blen Blen em Sampa.

Um show histórico, pelo menos para moui, que perdi o outro show que eles fizeram aqui em 1990. Toy Dolls é o que há de mais divertido no punk rock. Eles tem um som muito bacana e fazem as maiores sátiras de todo mundo. Num Blen Blen extremamente lotado (nem consegui chegar perto do palco, vi de longe mesmo), eles entraram no palco por volta das 22h40 e tocaram até 0h15. Foram vários sucessos, brincadeiras com o público, muito palavrão e muito punk rock do bom.

Conforme mencionado no primeiro parágrafo, eu não vou fazer uma análise elaborada, mesmo porque eu estava ocupada batendo papo cabeça com o Supla, do tipo:

EU - E aí, papito, fala sério??
SUPLA - Meu, não dá pra falar sério aqui!!!

(vai ver só é muito engraçado depois de muita cerveja e uísque ruim com red bull)

Bom, pra mostrar que foi bem bacana, aí vão alguns vídeos do show:

http://showlivre.uol.com.br/videos.php?video_id=25495&conteudo_id=7196&eventoId=2509&video_aberto=S

'cause I've got ashtma, yes I've got ashtma, yes IIIIIIIII've got ashtma!!!!!!!!!!!

See ya!

terça-feira, outubro 31, 2006

30ª Mostra de Cinema de SP = Organização 0 + Conteúdo 10

Buenas,

Todo ano é a mesma coisa. Fico super ansiosa pela Mostra de Cinema de São Paulo, faço contagem regressiva, pesquiso os filmes que quero ver, tento programar meus horários em torno da mostra... Mas na hora de comprar ingresso e assistir, sempre vemos o mesmo filme de terror. Numa cidade de 18 milhões de habitantes, como São Paulo, custa fazer uma Mostra descente, bem organizada e bem estruturada? Comprar ingresso é sempre um caos, mas o inferno mesmo são as filas pra retirar ingresso (ACREDITE: mesmo pagando uma taxa de R$ 2,40 na Internet pra comprar ingresso adiantado, no CineSesc tive que pegar fila pra retirar o ingresso, faltando 20 minutos pra começar a sessão, atrás de várias pessoas que estavam comprando para um filme que iria passar sete horas depois!!!! Só depois de muita reclamação nos deixaram entrar e ainda tiveram que atrasar o filme pra conseguir colocar pra dentro todos que JÁ tinham ingresso)

Pois é, 30 anos de mostra e muito pouco aprendizado. O duro é que no nosso país tupiniquim, pra ver algumas raridades do cinema só durante a Mostra mesmo, então a gente precisa se submeter a isso. Fora filmes atrasados (Infância Roubada no Unibanco Arteplex atrasou somente 50 minutos pra comçar), monitores que não ajudam em nada, etc. Enfim, dou nota 0 pra organização, mas quanto aos filmes, aí é outra história.

Até agora já vi seis filmes, todos muito bons!!! Está certo que, eu, bem modesta, tenho um bom olho pra escolher filme J, então aí vão as películas que recomendo (três carinhas sorrindo é o mais alto do ranking, ta?):

Infância Roubada (Tsotsi, África do Sul – 2005) :-) :-) :-)
Uma belíssima história passada num gueto da África do Sul, quando um violento jovem líder de uma gangue, que perde as estribeiras com facilidade, descobre uma surpresa quando realiza um assalto. A ‘surpresa’ muda sua rotina e o obriga a rever sua própria história de vida. Um filme delicado, brilhante, com uma trilha sonora fantástica e ótimos atores. Não foi à toa que recebeu o Oscar 2006 de melhor filme estrangeiro.

Hollywoodland – Bastidores da Fama (EUA, 2006) :-) :-) ½
Uma ficcionalização da história verídica do suicídio do ator George Reeves, que interpretava o Superman em um seriado na TV americana nos anos 50. Adrien Brody carrega o filme no papel do detetive que investiga as circunstâncias da morte do ator, interpretado por Ben Affleck, que fez bom trabalho e já é cogitado para o Oscar 2007 de ator coadjuvante. Um tanto quanto melancólico, é uma produção de alto nível com um final que gostei muito.

Sonhos com Xangai (China, 2005) :-) :-)
O filme foca nos encontros e desencontros de duas adolescentes de famílias de Xangai que foram obrigadas a ir morar no interior porque o governo transferiu suas fábricas para lá, durante os anos 80. O filme mostra os conflitos, costumes e crenças da época em questão, por meio das vidas das duas meninas. Belo filme, culturalmente enriquecedor.

Play (Chile/França, 2005) :-) :-)
Um filme estranho, engraçado e interessante, Play mostra a fixação de uma moça do interior que se muda para Santiago para cuidar de um idoso incapacitado, por um rapaz cuja pasta ela encontra no lixo. O filme e os personagens são bem loucos, formando uma obra inusitada.

El Laberinto del Fauno (Espanha/México, 2006) :-) :-)
Mais um bom filme do mexicano Guillermo del Toro. Quem viu Espinazo del Diablo e gostou, também vai gostar deste. A temática é quase a mesma: duas histórias paralelas, a realidade no mundo dos adultos e o fantástico no mundo de uma menina, desenvolvem-se após a guerra civil espanhola. O paralelo que ele faz entre o terror real e a fantasia é bem bonito, mas del Toro precisa mudar de tema para não ficar cansativo.

Os Estados Unidos contra John Lennon (EUA, 2006) :-) :-) :-)
Talvez o único filme da mostra que não dá pra perder, não só porque é um documentário muito bacana que conta a trajetória revolucionária de Lennon, mas também para ver como os americanos também não têm memória e elegeram um Nixon 2, só que ele se chama George Bush. O documentário é bem feito, engraçado, instrutivo e, acima de tudo, faz vc pensar.

That’s all folks!
See ya!

domingo, outubro 29, 2006

Marco Ricca dá show como Ricardo III


Buenas galera,

Aproveitando que fui até a FAAP para ver a exposição Deuses Gregos, acabei comprando os ingressos e vi a peça Ricardo III, adaptada e dirigida por Jô Soaraes e estrelada por Marco Ricca.

A peça de Shakespeare conta a história de como Ricardo III chegou ao trono da Inglaterra. Depois de 30 anos de guerra civil termina o conflito entre o clã de York e o clã de Lancaster. Com a morte do rei Henrique Lancaster e de seu filho, assume o poder Eduardo, primogênito da família York, graças ao comando vitorioso de seu irmão mais moço, Ricardo que, apesar da deformidade física, foi o grande comandante da vitória. A partir daí, Ricardo fomenta conspirações, alia-se a parceiros a quem trai sem culpa, ordena a morte de todos os que podem impedir sua chegada ao poder. Disposto a tudo para assumir o trono, Ricardo III é a definitiva caracterização da ambição.

Brilhantemente interpretado por Marco Ricca, o personagem de Ricardo é tão cruel, mentiroso e maquiavélico que deveríamos ficar com ódio por tudo o que ele faz para ter o poder. Mas, ao mesmo tempo, o personagem é tão inteligente, coerente e honesto na sua maldade, que é difícil não torcer só um pouquinho pra ele. É impressionante a forma como ele manipula tudo e todos e também como o poder, e a forma como ele o consegue, passam a atormentá-lo e fazer dele uma pessoa perseguida por sua culpa.

Uma bela peça, muito bem encenada, com um elenco de primeira que conta também com Glória Menezes, Denise Fraga e Ary França, além do belo Rodrigo Lombardi que será um grande prazer para a audiência feminina assistir. Apesar de uma atriz coadjuvante mais fraca, que faz o papel de Ana, a peça acaba sendo uma das melhores dos últimos tempos.

See ya!

Deuses Gregos em Sampa


Buenas!

Sei que esse espaço está um tanto quanto negligenciado, mas tem muita coisa bacana que andei fazendo nessas últimas semanas (só não consegui escrever hehe).

Uma ótima dica é a exposição Deuses Gregos que está na FAAP. Vale a pena ir lá conferir, principalmente porque é grátis! Mas não só por isso. Graças aos céus, as exposições aqui em São Paulo estão começando a ficar com cara de primeiro mundo e essa é uma delas. Imagens de deuses, dádivas preciosas, santuários e aspectos do antigo ritual e da música oferecidos às divindades gregas são os principais destaques, além de esculturas dionisíacas que serão apresentadas em um jardim de uma vila romana. As peças todas vêm do museu Pergamon de Berlim.

A exposição, que não é tão grande (dá pra ver em uma hora, tem cerca de 200 obras), está instalada de uma forma linda que insinua a forma como as obras estavam originalmente na Grécia. Por exemplo, os bustos no jardim e a muralha esculpida de um templo é exibida como originalmente era, na parede. Por tudo isso, acho que vale uma parada lá para conferir.

That’t it folks!
See ya!

segunda-feira, setembro 25, 2006

Emily, coma um sanduíche-íche!!!

Buenas people,

Claro que fui assistir “O Diabo Veste Prada” (The Devil Wears Prada, EUA – 2006) nesse fim de semana e devo dizer que o filme é a Meryl Streep. Bom, que novidade também! Ela é a maior atriz da atualidade e dá show em praticamente qualquer papel. Mas ela brilha muito como a megera editora de moda da revista Runway, Miranda Priestley, nessa adaptação para as telas do livro de Lauren Weinsberg.

Aliás, adaptação fraca, hein? Tudo bem que quando se passa uma história de livro para filme, a história precisa ser condensada, muitas vezes personagens são cortados, entre outras mudanças. Mas mudar o âmago dos personagens, essa foi a primeira! O livro tem um final feliz pra protagonista, mas no filme eles precisavam colocar um final feliz PRA TODO MUNDO?

Bom, esclarecendo um pouco... No livro, a jornalista recém-formada, Andy Sachs, consegue um emprego na revista de moda Runway, trabalhando como segunda assistente na editora mais conhecida no mundo da moda, Miranda Priestley. No livro, ela come o pão que o diabo amassou, assim como no filme, sempre com um bom nível de sarcasmo e bom senso. Já no filme, Andy vira uma verdadeira bolha. No livro, Andy se dá mal e depois mergulha de cabeça no mundo da moda para provar para a bruxa Miranda que ela é capaz de tudo. No filme elas acabam até formando um vínculo que banalizou a história e transformou em estilo “comédia-romântica”.

No meio disso tudo brilham as maravilhosas produções de moda de Patrícia Field (a que fazia a produção de moda de Sex & The City) e a histérica assistente número 1 da Miranda, a Emily. Essa personagem é fiel ao livro e está perfeita!! Aliás, o melhor é a dieta dela: não comer nada e quando estiver para desmaiar comer um pedaço de queijo.

Mas o melhor do filme é a interpretação da Meryl Streep. Ela brilha em praticamente qualquer papel, mas como vilã, está fantástica e cheia de classe. Ela é a encarnação perfeita da chefe-monstro que muita gente vai reconhecer (eu sei, já tive uma chefe monstro mas que não tinha nem metade do charme, da classe e da competência da Miranda Priestley). Sua representação é o melhor do filme e poderia ter sido perfeita se o roteiro tivesse mantido a integridade dos personagens de acordo com o livro. Well, cest la vie!

See ya!

segunda-feira, setembro 18, 2006

O SHOW DO ANO – Franz incendeia Sampa!!!!!

Buenas pessoas,

É isso aí galera, esse foi o show do ano!!!!! Eles vieram, viram e venceram!!! Um show magnífico, no qual tocaram todos os hits e muito mais, com uma super interação com o público e uma descontração e energia invejáveis.

Estou até pensando se vou vender meu ingresso do New Order, porque qualquer show que eu for assistir agora vai ser um anti-clímax!!

Brincadeira! Não vou vender o ingresso do New Order, mas vai ser muito difícil qualquer show superar o que foi o do Franz Ferdinand no sábado, no Espaço das Américas. Música. Muita música boa, energia concentrada e positiva. Catarse geral.

Quase 2h00 da manhã, eles entram no palco de um Espaço das Américas lotado e abafadíssimo. Isso não impediu que o público pulasse, gritasse e cantasse todas as músicas desse grupo escocês que está no seu auge de sucesso. Começaram com “This Boy” e foram desfilando as prediletas do público com canções até inéditas. O público cantou, a plenos pulmões, todos os hits: "Walk Away", "Take me out", "Do You Want To", "Jacqueline" e “This Fire”. Eu já achava eles ótimos mas, depois desse show, estou convencida que os caras não têm nenhuma música chata. Quem não gosta de Franz é ruim da cabeça ou doente do pé!!

Mesmo estando naquela sauna, perto ou longe do palco, não importa onde você estivesse, não dava pra ficar parado. Eles mandaram ver com todo o coração e fizeram os fãs se refestelarem. Devo dizer que saí de alma lavada!!

Agora, isso sim é que é um show de rock!! Com direito à destruição total da bateria no final, após uma performance pesada e maravilhosa de “This Fire”.

As good as it gets!

See ya!