sexta-feira, novembro 24, 2006

Oitentistas sacolejam o esqueleto no Via Funchal


Buenas,

Os oitentistas – pessoas saudosas dos anos 80 – grupo que inclui esta que lhes escreve, estavam todos lá no Via Funchal, na terça passada, esperando ansiosamente que Bernard Summer, Peter Hook e cia desfilassem seus sucessos. E foi o que aconteceu, mais ou menos.

O New Order é uma ótima banda, com muitas músicas bacanas de vários álbuns inspirados. Muitas pessoas saíram do Via Funchal achando que ‘acústica’ estava ruim, que o som não foi tão bom e que faltaram hits.

Eu saí de alma lavada. Não é todo dia que se ouve Love Will Tear Us Apart ao vivo, tocada pelos membros originais do cultuado Joy Division. Nem preciso dizer que adoro Joy Division e que, ao contrário da primeira passagem do New Order pelo Brasil, dessa vez o grupo honrou suas origens e tocou várias boas como Athmosphere e Transmission. Delirante!

Os hits do New Order também estavam lá: Bizarre Love Triangle, Blue Monday, The Perfect Kiss, Regret e True Faith, essa última acabou confundindo um pouco o público porque eles tocaram com um arranjo novo. Sobre a acústica, eu acho que nem é tanto um problema do Via Funchal, mas o Bernard Summer não nasceu vocalista ele ficou vocalista quando o Ian Curtis se matou, portanto não dá pra esperar muito da voz do cara ao vivo, que realmente é meio fraca.

Com muitos hits dançantes, algumas músicas do último álbum e as jóias do Joy Division, o New Order fez um grande show!

See ya!

terça-feira, novembro 21, 2006

Um gênio se retira


Buenas,
Robert Altman faleceu hoje, aos 81 anos de idade, em um hospital em Los Angeles. Não foi divulgada a causa, mas Altman havia sofrido um transplante de coração há alguns anos. Fico feliz que a Academia de Artes e Ciências de Hollywood deu a ele neste ano um merecido Oscar honorário pelo conjunto de sua obra – lifetime achievement award.

Com elencos recheados de estrelas, os filmes de Altman caracterizam-se pela improvisação, um roteiro que deixa os atores soltos para inventarem falas. O resultado disso eram filmes que mais pareciam ‘pedaços da vida’ (slices of life) e não histórias com começo, meio e fim. Sou grande fã de filmes como O Jogador, Gosford Park e Short Cuts, nos quais os atores falam ao mesmo tempo e parece que estamos vendo cenas da vida real.

Quando recebeu o prêmio da academia, Altman disse “I'm very fortunate in my career. I've never had to direct a film I didn't choose or develop. My love for filmmaking has given me an entree to the world and to the human condition". Um cineasta de alma independente que nos deixa com saudades dos filmes que mostra o ser humano como ele é.

See ya!

terça-feira, novembro 14, 2006

Os Infiltrados já nasce clássico do cinema!!


Buenas,

O filme do ano está em cartaz e aconselho todos a correrem pro cinema JÁ!!!!!
Os Infiltrados (The Departed, EUA – 2006) é o mais novo filme do diretor Martin Scorsese que conta com um elenco de estrelas como Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Mark Whalberg, Alec Baldwin e Martin Sheen. Voltando às suas raízes, Scorcese faz uma obra prima sobre máfia, polícia e, é claro, agentes infiltrados.

O filme já começa pra lá de bem com “Gimme Shelter” dos Rolling Stones, enquanto as imagens mostram como Colin Sullivan (Matt Damon), se tornou ‘afilhado’ do chefe da máfia irlandesa de Boston, Frank Costello (Nicholson). A história conta como Sullivan virou um policial corrupto que continua ajudando o chefe mafioso, e como William Costigan (DiCaprio), vindo de uma família de mafiosos, vira um policial infiltrado na gangue para conseguir provas e prender Costello. O filme gira em torno dessa dicotomia entre DiCaprio e Damon, gerando incríveis momentos de suspense e uma trama que dá várias reviravoltas.

A refilmagem do filme chinês, Infernal Affairs, é inquestionavelmente superior ao original, trazendo de volta um Scorsese da época de ouro. Nos últimos anos o diretor deu uma derrapada com Gangues de NY, voltou bem com O Aviador, mas não como era em Goodfellas. Os Infiltrados é um de seus melhores trabalhos. A violência bruta, os palavrões, os comentários sarcásticos que rendem muitas risadas e a sensacional atuação do elenco fazem desse filme um clássico já no seu lançamento.

Nicholson está perfeito como Costello, um mafioso sem escrúpulos e muito sacana, bem ao estilo do ator. Damon e DiCaprio dão um show de atuação, um como o elegante e conquistador mau caráter e o outro como o desajustado e perturbado bom moço. O filme não é só altamente imprevisível, como tem um final à altura.

**SPOILER ALERT** quem não quer saber sobre o final, pare de ler aqui.

Não vou dizer como acaba, mas devo dizer que é bem parecido com o final que eu considero um dos melhores do cinema, o de Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, EUA – 1992) do Tarantino. Pra bom entendedor....

See ya!!!

Sensibilidade infantil domina as telas


Buenas,

Estamos com sorte! Cinema de primeira qualidade em cartaz por toda a cidade. Dois ótimos filmes que estão em cartaz trazem a sensibilidade das crianças para mostrar o mundo adulto de comportamentos e relacionamentos.

Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, EUA, 2005)
Um filme independente Americano sobre uma típica família estranha daquelas partes. Todos se juntam, pai, mãe, filho adolescente rebelde, filha pequena, avô drogado e tio gay e suicida para uma inusitada viagem a um concurso de beleza infantil da filha.

Com atuações ótimas e realistas, além de uma história semi-absurda, que chega a ser hilária, o filme encanta por sua simplicidade, seu humor e sua sagacidade crítica para com a sociedade americana. Há momentos de chorar de rir (juro, quase caí da cadeira) e o final deixa todo mundo com aquela sensação gostosa. Imperdível.

O Ano em que meus pais saíram de férias (Brasil, 2006)
1970. Copa do Mundo. Pelé. Ditadura. Infância. Bom Retiro. Judeus. Misture tudo com um roteiro inteligente e você tem o filme de Cao Hamburguer. Os pais de Mauro saem de Belo Horizonte e o deixam às pressas com o avô, no Bom Retiro em São Paulo, e partem para uma temporada de “férias”. Fugindo da repressão dos militares, eles nem percebem que deixam o garoto sozinho, já que o pai de Mauro morre pouco antes de chegarem. Mauro é acolhido pelos vizinhos, em particular um velho judeu chamado Schlomo. A partir daí vemos como o menino se relaciona nesse novo ambiente e como se vira sem os pais.

O filme é delicado e mostra a sociedade de 1970 no Brasil pelos olhos do menino. O público acompanha suas descobertas e seus desencantos. A grande vedete é a Copa de 70, que é mostrada com detalhes e dá uma vontade de torcer e vibrar junto com o pessoal que está na tela. Com um belo roteiro e muito bem realizado, este é definitivamente, um dos melhores filmes brasileiros.

See ya!

segunda-feira, novembro 06, 2006

Huh?

Buenas,

Cartoon também é cultura e essa charge do jornal inglês The Guardian diz tudo:

http://www.guardian.co.uk/cartoons/martinrowson/0,,1940658,00.html

Enforcar alguém nos dias de hoje, por pior criatura que ele seja, não soa um tanto quanto medieval?

Olga é o cara!!!!!!!!!!!!!!!!!!

To Bombay, a travelling circus came
they brought an intelligent elephant, and Nelly was her name
one dark night, she slipped her iron chain
and off she ran to Hindustan and was never seen again
oooooooooooooooooooooooooooooooooaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh

Buenas,

Mesmo com pouca condição intelectual para fazer qualquer crítica devido ao estado etílico avançado, preciso comentar sobre o show do Toy Dolls que rolou na semana passada no Blen Blen em Sampa.

Um show histórico, pelo menos para moui, que perdi o outro show que eles fizeram aqui em 1990. Toy Dolls é o que há de mais divertido no punk rock. Eles tem um som muito bacana e fazem as maiores sátiras de todo mundo. Num Blen Blen extremamente lotado (nem consegui chegar perto do palco, vi de longe mesmo), eles entraram no palco por volta das 22h40 e tocaram até 0h15. Foram vários sucessos, brincadeiras com o público, muito palavrão e muito punk rock do bom.

Conforme mencionado no primeiro parágrafo, eu não vou fazer uma análise elaborada, mesmo porque eu estava ocupada batendo papo cabeça com o Supla, do tipo:

EU - E aí, papito, fala sério??
SUPLA - Meu, não dá pra falar sério aqui!!!

(vai ver só é muito engraçado depois de muita cerveja e uísque ruim com red bull)

Bom, pra mostrar que foi bem bacana, aí vão alguns vídeos do show:

http://showlivre.uol.com.br/videos.php?video_id=25495&conteudo_id=7196&eventoId=2509&video_aberto=S

'cause I've got ashtma, yes I've got ashtma, yes IIIIIIIII've got ashtma!!!!!!!!!!!

See ya!

terça-feira, outubro 31, 2006

30ª Mostra de Cinema de SP = Organização 0 + Conteúdo 10

Buenas,

Todo ano é a mesma coisa. Fico super ansiosa pela Mostra de Cinema de São Paulo, faço contagem regressiva, pesquiso os filmes que quero ver, tento programar meus horários em torno da mostra... Mas na hora de comprar ingresso e assistir, sempre vemos o mesmo filme de terror. Numa cidade de 18 milhões de habitantes, como São Paulo, custa fazer uma Mostra descente, bem organizada e bem estruturada? Comprar ingresso é sempre um caos, mas o inferno mesmo são as filas pra retirar ingresso (ACREDITE: mesmo pagando uma taxa de R$ 2,40 na Internet pra comprar ingresso adiantado, no CineSesc tive que pegar fila pra retirar o ingresso, faltando 20 minutos pra começar a sessão, atrás de várias pessoas que estavam comprando para um filme que iria passar sete horas depois!!!! Só depois de muita reclamação nos deixaram entrar e ainda tiveram que atrasar o filme pra conseguir colocar pra dentro todos que JÁ tinham ingresso)

Pois é, 30 anos de mostra e muito pouco aprendizado. O duro é que no nosso país tupiniquim, pra ver algumas raridades do cinema só durante a Mostra mesmo, então a gente precisa se submeter a isso. Fora filmes atrasados (Infância Roubada no Unibanco Arteplex atrasou somente 50 minutos pra comçar), monitores que não ajudam em nada, etc. Enfim, dou nota 0 pra organização, mas quanto aos filmes, aí é outra história.

Até agora já vi seis filmes, todos muito bons!!! Está certo que, eu, bem modesta, tenho um bom olho pra escolher filme J, então aí vão as películas que recomendo (três carinhas sorrindo é o mais alto do ranking, ta?):

Infância Roubada (Tsotsi, África do Sul – 2005) :-) :-) :-)
Uma belíssima história passada num gueto da África do Sul, quando um violento jovem líder de uma gangue, que perde as estribeiras com facilidade, descobre uma surpresa quando realiza um assalto. A ‘surpresa’ muda sua rotina e o obriga a rever sua própria história de vida. Um filme delicado, brilhante, com uma trilha sonora fantástica e ótimos atores. Não foi à toa que recebeu o Oscar 2006 de melhor filme estrangeiro.

Hollywoodland – Bastidores da Fama (EUA, 2006) :-) :-) ½
Uma ficcionalização da história verídica do suicídio do ator George Reeves, que interpretava o Superman em um seriado na TV americana nos anos 50. Adrien Brody carrega o filme no papel do detetive que investiga as circunstâncias da morte do ator, interpretado por Ben Affleck, que fez bom trabalho e já é cogitado para o Oscar 2007 de ator coadjuvante. Um tanto quanto melancólico, é uma produção de alto nível com um final que gostei muito.

Sonhos com Xangai (China, 2005) :-) :-)
O filme foca nos encontros e desencontros de duas adolescentes de famílias de Xangai que foram obrigadas a ir morar no interior porque o governo transferiu suas fábricas para lá, durante os anos 80. O filme mostra os conflitos, costumes e crenças da época em questão, por meio das vidas das duas meninas. Belo filme, culturalmente enriquecedor.

Play (Chile/França, 2005) :-) :-)
Um filme estranho, engraçado e interessante, Play mostra a fixação de uma moça do interior que se muda para Santiago para cuidar de um idoso incapacitado, por um rapaz cuja pasta ela encontra no lixo. O filme e os personagens são bem loucos, formando uma obra inusitada.

El Laberinto del Fauno (Espanha/México, 2006) :-) :-)
Mais um bom filme do mexicano Guillermo del Toro. Quem viu Espinazo del Diablo e gostou, também vai gostar deste. A temática é quase a mesma: duas histórias paralelas, a realidade no mundo dos adultos e o fantástico no mundo de uma menina, desenvolvem-se após a guerra civil espanhola. O paralelo que ele faz entre o terror real e a fantasia é bem bonito, mas del Toro precisa mudar de tema para não ficar cansativo.

Os Estados Unidos contra John Lennon (EUA, 2006) :-) :-) :-)
Talvez o único filme da mostra que não dá pra perder, não só porque é um documentário muito bacana que conta a trajetória revolucionária de Lennon, mas também para ver como os americanos também não têm memória e elegeram um Nixon 2, só que ele se chama George Bush. O documentário é bem feito, engraçado, instrutivo e, acima de tudo, faz vc pensar.

That’s all folks!
See ya!

domingo, outubro 29, 2006

Marco Ricca dá show como Ricardo III


Buenas galera,

Aproveitando que fui até a FAAP para ver a exposição Deuses Gregos, acabei comprando os ingressos e vi a peça Ricardo III, adaptada e dirigida por Jô Soaraes e estrelada por Marco Ricca.

A peça de Shakespeare conta a história de como Ricardo III chegou ao trono da Inglaterra. Depois de 30 anos de guerra civil termina o conflito entre o clã de York e o clã de Lancaster. Com a morte do rei Henrique Lancaster e de seu filho, assume o poder Eduardo, primogênito da família York, graças ao comando vitorioso de seu irmão mais moço, Ricardo que, apesar da deformidade física, foi o grande comandante da vitória. A partir daí, Ricardo fomenta conspirações, alia-se a parceiros a quem trai sem culpa, ordena a morte de todos os que podem impedir sua chegada ao poder. Disposto a tudo para assumir o trono, Ricardo III é a definitiva caracterização da ambição.

Brilhantemente interpretado por Marco Ricca, o personagem de Ricardo é tão cruel, mentiroso e maquiavélico que deveríamos ficar com ódio por tudo o que ele faz para ter o poder. Mas, ao mesmo tempo, o personagem é tão inteligente, coerente e honesto na sua maldade, que é difícil não torcer só um pouquinho pra ele. É impressionante a forma como ele manipula tudo e todos e também como o poder, e a forma como ele o consegue, passam a atormentá-lo e fazer dele uma pessoa perseguida por sua culpa.

Uma bela peça, muito bem encenada, com um elenco de primeira que conta também com Glória Menezes, Denise Fraga e Ary França, além do belo Rodrigo Lombardi que será um grande prazer para a audiência feminina assistir. Apesar de uma atriz coadjuvante mais fraca, que faz o papel de Ana, a peça acaba sendo uma das melhores dos últimos tempos.

See ya!

Deuses Gregos em Sampa


Buenas!

Sei que esse espaço está um tanto quanto negligenciado, mas tem muita coisa bacana que andei fazendo nessas últimas semanas (só não consegui escrever hehe).

Uma ótima dica é a exposição Deuses Gregos que está na FAAP. Vale a pena ir lá conferir, principalmente porque é grátis! Mas não só por isso. Graças aos céus, as exposições aqui em São Paulo estão começando a ficar com cara de primeiro mundo e essa é uma delas. Imagens de deuses, dádivas preciosas, santuários e aspectos do antigo ritual e da música oferecidos às divindades gregas são os principais destaques, além de esculturas dionisíacas que serão apresentadas em um jardim de uma vila romana. As peças todas vêm do museu Pergamon de Berlim.

A exposição, que não é tão grande (dá pra ver em uma hora, tem cerca de 200 obras), está instalada de uma forma linda que insinua a forma como as obras estavam originalmente na Grécia. Por exemplo, os bustos no jardim e a muralha esculpida de um templo é exibida como originalmente era, na parede. Por tudo isso, acho que vale uma parada lá para conferir.

That’t it folks!
See ya!

segunda-feira, setembro 25, 2006

Emily, coma um sanduíche-íche!!!

Buenas people,

Claro que fui assistir “O Diabo Veste Prada” (The Devil Wears Prada, EUA – 2006) nesse fim de semana e devo dizer que o filme é a Meryl Streep. Bom, que novidade também! Ela é a maior atriz da atualidade e dá show em praticamente qualquer papel. Mas ela brilha muito como a megera editora de moda da revista Runway, Miranda Priestley, nessa adaptação para as telas do livro de Lauren Weinsberg.

Aliás, adaptação fraca, hein? Tudo bem que quando se passa uma história de livro para filme, a história precisa ser condensada, muitas vezes personagens são cortados, entre outras mudanças. Mas mudar o âmago dos personagens, essa foi a primeira! O livro tem um final feliz pra protagonista, mas no filme eles precisavam colocar um final feliz PRA TODO MUNDO?

Bom, esclarecendo um pouco... No livro, a jornalista recém-formada, Andy Sachs, consegue um emprego na revista de moda Runway, trabalhando como segunda assistente na editora mais conhecida no mundo da moda, Miranda Priestley. No livro, ela come o pão que o diabo amassou, assim como no filme, sempre com um bom nível de sarcasmo e bom senso. Já no filme, Andy vira uma verdadeira bolha. No livro, Andy se dá mal e depois mergulha de cabeça no mundo da moda para provar para a bruxa Miranda que ela é capaz de tudo. No filme elas acabam até formando um vínculo que banalizou a história e transformou em estilo “comédia-romântica”.

No meio disso tudo brilham as maravilhosas produções de moda de Patrícia Field (a que fazia a produção de moda de Sex & The City) e a histérica assistente número 1 da Miranda, a Emily. Essa personagem é fiel ao livro e está perfeita!! Aliás, o melhor é a dieta dela: não comer nada e quando estiver para desmaiar comer um pedaço de queijo.

Mas o melhor do filme é a interpretação da Meryl Streep. Ela brilha em praticamente qualquer papel, mas como vilã, está fantástica e cheia de classe. Ela é a encarnação perfeita da chefe-monstro que muita gente vai reconhecer (eu sei, já tive uma chefe monstro mas que não tinha nem metade do charme, da classe e da competência da Miranda Priestley). Sua representação é o melhor do filme e poderia ter sido perfeita se o roteiro tivesse mantido a integridade dos personagens de acordo com o livro. Well, cest la vie!

See ya!

segunda-feira, setembro 18, 2006

O SHOW DO ANO – Franz incendeia Sampa!!!!!

Buenas pessoas,

É isso aí galera, esse foi o show do ano!!!!! Eles vieram, viram e venceram!!! Um show magnífico, no qual tocaram todos os hits e muito mais, com uma super interação com o público e uma descontração e energia invejáveis.

Estou até pensando se vou vender meu ingresso do New Order, porque qualquer show que eu for assistir agora vai ser um anti-clímax!!

Brincadeira! Não vou vender o ingresso do New Order, mas vai ser muito difícil qualquer show superar o que foi o do Franz Ferdinand no sábado, no Espaço das Américas. Música. Muita música boa, energia concentrada e positiva. Catarse geral.

Quase 2h00 da manhã, eles entram no palco de um Espaço das Américas lotado e abafadíssimo. Isso não impediu que o público pulasse, gritasse e cantasse todas as músicas desse grupo escocês que está no seu auge de sucesso. Começaram com “This Boy” e foram desfilando as prediletas do público com canções até inéditas. O público cantou, a plenos pulmões, todos os hits: "Walk Away", "Take me out", "Do You Want To", "Jacqueline" e “This Fire”. Eu já achava eles ótimos mas, depois desse show, estou convencida que os caras não têm nenhuma música chata. Quem não gosta de Franz é ruim da cabeça ou doente do pé!!

Mesmo estando naquela sauna, perto ou longe do palco, não importa onde você estivesse, não dava pra ficar parado. Eles mandaram ver com todo o coração e fizeram os fãs se refestelarem. Devo dizer que saí de alma lavada!!

Agora, isso sim é que é um show de rock!! Com direito à destruição total da bateria no final, após uma performance pesada e maravilhosa de “This Fire”.

As good as it gets!

See ya!

domingo, setembro 17, 2006

Vem aí...

Segura aí que já vou falar do melhor show do ano - FRANZ FERDINAND!!!!!!!
E de um filme mais ou menos chamado Xeque Mate (Lucky Number Slevin, EUA - 2006).

Culebras y Sam Jackson en el avión


Buenas people,

Na semana passada assisti a esse novo clássico do cinema trash, Snakes on the Plane (Serpentes à bordo em português, EUA – 2006). Antes do início da produção, a idéia do filme vazou na Internet e todo mundo ficou entusiasmado. Várias pessoas criaram blogs de discussão sobre como deveria ser o roteiro, muitos criaram trailers fictícios para o filme. O filme já é tão famoso e esperado, que para muitos, foi uma desilusão.

Desde o começo a coisa foi simples: a idéia de muitas cobras soltas em uma avião cheio de passageiros em pleno vôo. Bom, qualquer pessoa em sã consciência sabe que com uma premissa como essa, não dá pra fazer um filme sério. O objetivo do filme sempre foi ser algo trash, estilo de filme que é uma comédia não intencional, que tem roteiro banal, diálogos estúpicos, muitos clichês e cenas tão absurdas que só podem ser cômicas. E o filme é tudo isso.

Aliás, Plan 9 from outer space perdeu sua coroa do filme mais trash da história. Snakes ganha disparado!!! Os diálogos são idiotas desde o início. Sam Jackson está super cool, como sempre, e a presença dele na tela já é parte da diversão garantida. Se vc for assistir a Snakes achando que vai ser um filme de aventura ou de terror, nem vá. Tem que ir com o espírito preparado: o filme é uma comédia escrachada, no estilo Top Gun, Apertem os Cintos que o Piloto Sumiu, e outras tantas dos anos 80, misturada com os filmes que tentavam fazer terror na época e passavam sempre no SBT, como Bebê Assassino e Aligator. Apesar da história de Snakes se passar na época atual, o filme parece saído direto dos anos 80.

Com tudo isso em mente, o filme começa mostrando o Havaí, praias lindas, um bom reggae, nada a ver com cobras no avião. Um rapaz havaiano testemunha, sem querer, o assassinato de um promotor por um chefe da máfia. Essa cena já é hilária em si, porque o diálogo é completamente clichê, algo mais ou menos assim:

Mafioso Assassino (enquanto bate num cara todo ensanguentado pendurado pelos pés) – Se vc não fosse tão certinho, poderia viver e poupar sua família de tudo o que vão passar!

Promotor (pendurado pelos pés, ensanguentado) – Eu jamais faria nada ilegal, muito menos por um bandido como vc, Eddie Kim!!! (claro que ele precisava falar o nome completo do vilão, assim a testemunha não terá dúvidas na identificação)

Fala sério...

Daí em diante, é só risada. Sam Jackson é um policial que precisa levar o rapaz até Los Angeles para testemunhar contra o mafioso, Eddie Kim, que descobre em que avião ele fará isso e coloca vários caixotes de flores cheios de cobras venenosas dentro, para serem liberadas durante o vôo e tentar derrubar o avião. Todos os clichês de pessoas chatas que vc encontra no avião estão lá: o executivo que só reclama de tudo, a patricinha chatinha com um cachorrinho estilo Paris Hilton, a celebridade e sua posse, as crianças sozinhas que vão encontrar a mãe em LA, etc.

Bom, nem precisa dizer que as cobras fazem a festa no avião. O legal é que eles dizem que elas foram borrifadas com feromônio, e por isso elas ficam agressivas. Tudo bem, mas eu nunca vi cobra pular e morder as pessoas no peito e no pescoço como se fosse cachorros. Só em Snakes mesmo. As cenas de morte são, ao mesmo tempo, cômicas e nojentas, típicas de filmes de terror trash dos anos 80. As primeiras mortes são de chorar de rir, quando a cobra morde o seio de uma mulher que estava transando com o namorado no banheiro do avião, ou outra que morde o “aparelho” de um cara que foi ao banheiro.

Daí em diante é muita ação, diálogos absurdos, muita morte nojenta e várias risadas. O filme fica um pouco chato em certo momento, mas quando Sam Jackson fala a célebre frase: I've had it with these motherfucking snakes in this motherfucking plane!!! Aí a coisa fica agitada e engraçada de novo.

Só para aquelas pessoas que têm muito senso de humor (e um senso de humor um tanto quanto distorcido hehe).

See ya!

quarta-feira, setembro 06, 2006

TUDO DE BOM!!!!!!!!!!


If there's music in the night,
And it's really, really right,
It's the only thing I need.
It intoxicates your mind
All your troubles left behind
So come on and take my lead.
It's not just me who feels it
Music plays a mind trick
Watch me forget about missing you

Buenas galera,

É isso aí que está na letra da música... O show do Jamie Cullum prega um truque na sua mente e você não quer mais sair do estado de graça que ele deixa.

Tudo de bom nem começa a descrever o show do rapaz! A música dele já é fantástica, mas a performance é outra coisa. É sensacional!!!

Com muito carisma, simpatia e graça, Jamie interage com o público o tempo todo, inclusive quando ele desce do palco e canta uma música inteira, passeando pela platéia, ou na última música, quando ele convida a platéia a subir ao palco com ele e toca cercado pelo público.

Eu fiquei pensando no que eu iria colocar no título, algo que destacasse o ponto alto do show. Mas não dá pra fazer isso, porque sempre que eu achava que era o ponto alto, ele ia e se superava. O show inteiro é um ponto alto. Ele é o ponto alto!!!

Já começa a apresentação com muito entusiasmo, subindo no piano, pulando do piano e dançando. Ele toca em pé, sentado, de qualquer jeito, passando toda sua intensidade para o público.

Além dos covers de jazz maravilhosos - What a difference a day makes, I get a kick out of you, Singing in the rain – Jamie tem composições próprias que são ainda melhores, como Twentysomething, a lindíssima These are the days e a incrível Mind Trick (da letra acima).

Durante o show o moço professou várias vezes o seu amor pelo Brasil. Não só mencionando a namorada brasileira umas três ou quatro vezes (Isabela, vc é sortuda, não se esqueça!!!), mas também dizendo que para um músico de jazz era uma honra tocar no país que criou um estilo particular do gênero. Também na parte, tributo ao Brasil, teve a participação especial de Maria Rita, cantando Singing in the Rain e God com ele.

Mas o amor pelo Brasil não pára aqui. A música London Skies foi explicada como uma composição para tentar fazer sua namorada brasileira gostar ou ver beleza no céu cinzento de Londres, a cidade natal de Jamie. Além disso, no final, ele inclui um pouco de samba para que ela não sinta falta do carnaval. Ele mesmo toca bumbo e faz uma bela batucada com sua banda.

Além do piano e do bumbo, o rapaz também toca bateria em uma música e na própria London Skies ele encara o violão (será que tem algum instrumento que ele NÃO toca?). Tem! Logo no início do show, ele pega um trompete e finge que está tocando, mas faz os sons do instrumento com sua voz. Sensacional! Muito criativo, ele faz essas brincadeiras que acabam conquistando a platéia, como quando ele começa a batucar com as mãos na parte de madeira do piano (sem usar as teclas) fazendo um ritmo de música e cantando Dontcha das Pussycat Dolls. Mas o melhor é que no último verso, em vez de dizer o verso “Dontcha wish your girlfriend was hot like me” ele canta “Dontcha wish your boyfriend was short like me”, fazendo alusão a sua estatura. Nem precisa dizer que o público feminino inteiro quer levar ele pra casa, né?

Além de Pussycat Dolls e muito jazz, seu repertório variado inclui um lindo cover de Rocket Man de Elton John e outro belíssimo de High and Dry do Radiohead.

Mas o impressionante mesmo, é quando ele brinca com os instrumentos e com sua voz, que é incrível! Ele começa a cantar a capela, mas sem microfone. A voz dele se projeta e todo mundo consegue ouvi-lo da platéia. Aos poucos ele vai se aproximando do microfone e suavizando o tom, fazendo um show a parte só com suas cordas vocais.

Enfim, difícil escolher um momento especial do show, porque ele é inteiro cheio de surpresas e momentos mais do que bacanas. Foi imperdível!! Certamente um dos pontos altos da minha vida.

See ya!

terça-feira, setembro 05, 2006

Crikey


Buenas galera,

Ontem o mundo ficou um pouquinho mais triste....

Faleceu Steve Irwin, mais conhecido como o Crocodile Hunter, um australiano que tinha programas de TV e fazia documentários sobre animais selvagens, mais especificamente crocodilos e cobras.

Stevo era um cara bacana, com um jeitão australiano caipira, que a maioria na Austrália tinha até um pouco de vergonha. Sua simpatia, jeito exagerado de falar e de fazer as coisas, conquistou milhões no mundo. Esse texto do Guardian fala desse fenômeno, querido em todo o mundo e um pouco desprezado na Austrália:

http://blogs.guardian.co.uk/news/archives/2006/09/04/death_of_a_showman.html

Para mim, Stevo era um exemplo (um pouco exagerado, claro) do típico australiano: boa praça, alegre e com uma inocência genuína que fazia dele amado principalmente pelas crianças.

Stevo, you’ll be missed!

sexta-feira, setembro 01, 2006

desConhecimento

Buenas pessoas,

Para alegrar a sexta-feira, é só dar uma olhada na sátira da Wikipedia (enciclopédia on-line), a Uncyclopedia:

http://uncyclopedia.org/wiki/Main_Page

Dá um search Brazil e vc acha uma absurda descrição do Brasil (pensando bem, se você olhar na parte de políticos, talvez nem seja tão absurda assim)

http://uncyclopedia.org/wiki/Brazil

E a matéria sobre o encontro do Bush com seus economic advisors também é muito boa (a chamada está na página inicial, à direita, in the news, quarta matéria).

Qualquer um pode mandar artigos e editar!! A versão brasileira é:

http://desciclo.pedia.ws/wiki/P%C3%A1gina_principal

Enjoy! TGIF!

See ya!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Comentário rápido....

I´VE HAD IT WITH THESE MOTHERFUCKING SNAKES IN THIS MOTHERFUCKING PLANE!!!!!!!

http://film.guardian.co.uk/features/featurepages/0,,1856469,00.html

Para os amantes de filme trash... contagem regressiva!

Thank you for smoking (but not on this column)


Buenas,

Nesse fim de semana assisti um filme muito bacana e politicamente incorreto chamado “Obrigado por Fumar” (Thank you for Smoking, EUA - 2005). O filme faz uma ácida crítica à sociedade norte-americana por usar a liberdade de expressão para manipular as pessoas e vender o que dá mais lucro, mesmo sabendo que faz mal.

O filme mostra os extremos. De um lado, um lobista da indústria de tabaco chamado Nick Naylor (interpretado magistralmente pelo Aaron Eckhart), que usa a liberdade de expressão para manipular a audiência de programas de TV, jornalistas e até o próprio filho, defendendo o fumo. Enquanto ele vive bem e cria o filho com valores totalmente distorcidos, do outro lado o filme mostra um congressista fanático que quer colocar um rótulo de veneno (uma caveira e dois ossos cruzados) nos maços de cigarros.

Nessa história, ninguém é muito santo, nem quem, supostamente, está do lado do “bem”. Todo mundo manipula todo mundo. A jornalista seduz o lobista para conseguir a história bombástica dela, o congressista usa crianças com câncer em programas de TV para fazer a sua plataforma parecer mais dramática. Ou seja, o lobista até que nem é tão ruim.

O filme é uma sátira e acaba sendo bastante engraçado, no estilo de piadas politicamente incorretas. Quanto mais cafajestadas os caras fazem na tela, mais a gente dá risada.

QUEM NÃO QUISER SABER SOBRE O FINAL, PARE DE LER AQUI.

Inteligente e instigante, a idéia do filme é cutucar mesmo. O diretor e roteirista Jason Reitman acertou em fazer um filme incorreto do início ao fim. Ele levou anos para conseguir filmar o projeto, porque todos os estúdios diziam a ele que o lobista tinha que se ferrar e se arrepender de seus pecados no final. O lobista até se ferra, mas depois ele sai por cima sem mudar seus valores, que é o que torna o filme mais realista, apesar de acharmos absurdo. Você sai do cinema sabendo que ser manipulador compensa e que não importa se você acreditar ou fizer a coisa errada, se você consegue convencer as pessoas com sua lábia, está tudo bem.

E do outro lado, o congressista consegue o que ele quer, com uma solução absurda e ridícula mas que, aparentemente, está se tornando realidade!! PASMEM!! Vejam o link abaixo... Isso não é ficção, é notícia mesmo:

http://commentisfree.guardian.co.uk/david_boaz/2006/08/political_correctness_from_car.html

Pois é… o mundo ficou louco mesmo!! Eu não fumo e nem gosto, mas respeito quem o faz em seu próprio espaço (sem incomodar os outros) e também acho que não se pode mudar a história. Mas isso já é um novo post....

A única coisa que eu mudaria no filme de Reitman é a forma tradicional que ele usou pra contar a história. Como em qualquer filme clássico, o lobista Nick Naylor acaba se tornando o herói da história. Porque, por mais que ele seja errado, o filme mostra os outros todos muito piores do que ele. E, no final, como era de se esperar, nosso herói (ou anti?) se dá bem e todo mundo que o ferrou (principalmente o chefe e a jornalista) se dão mal. Nesse ponto o filme usa e abusa da fórmula hollywoodiana.

Mesmo assim, o argumento continua sendo muito bom, o filme é muito engraçado e a atuação de Eckhart vale a pena ser conferida.

See ya!
PS - Gostaria de lembrar que esse é um blog interativo. Sugestões, comentários, elogios e até críticas são bem-vindos!

quarta-feira, agosto 23, 2006

Downsizing chegou à Hollywood


Buenas galera,

Parece que acabou a época de vacas gordas em Hollywood... Estou falando de salários, é claro! (imagina, não existe uma mulher gorda se quer nas proximidades da Califórnia)

A revista de cinema Premiere (http://www.premiere.com/) fez uma matéria em julho sobre se os atores realmente valiam o cachê deles, ou seja, se o que o estúdio paga para o ator vale a pena pela quantidade de público que ele/ela atrai. Agora a Paramount anuncia que eles NÃO QUEREM RENOVAR O CONTRATO DO TOM CRUISE!!!

http://film.guardian.co.uk/news/story/0,,1856388,00.html

Tudo bem que o Tommy boy está meio lelé da cuca há algum tempo. Além de ficar brigando pelos jornais com a Brooke Shields porque ela tomou remédio para depressão pós-parto, ele ainda ficou pulando no sofá da Oprah pra mostrar que estava amando.... tsi tsi.... Nada saudável! Tem até um site hilário sobre a loucura do Cruiser:

http://www.tomcruiseisnuts.com/

Biruta ou não, TC ainda é o cara que mais dá dinheiro pra Hollywood e, se ele está sendo dispensado por um grande estúdio é sinal de que a coisa está preta por lá.

That’s it folks! See ya!

segunda-feira, agosto 21, 2006

Depois de um longo e tenebroso inverno.... as bandas internacionais voltam ao Brasil para muitos shows bacanas!!!!

Buenas a todos!!!

Depois de um período sabático de inverno e Copa do Mundo, os shows internacionais voltam ao país com força total neste segundo semestre.
Dá uma olhada na lista:

06/Set - Campari Rock no Via Funchal
Cardigans !!!!
Gang Of Four !!!!!

08/ Set – The Ataris no Credicard Hall

16/Set - Motomix Art Music no Espaço das Américas
Art Brut
Peter Hook, do New Order, DJ set
Radio 4
Franz Ferdinand !!!!!

1/Out – NOFX no Credicard Hall

26 a 29/Out – TIM Festival no Auditório Ibirapuera e no Anhembi
Beastie Boys !!!!!!
Clap Your Hands Say Yeah (ainda não está 100% confirmado)
Daft Punk !!!!!
Devendra Banhart
Patti Smith !!!!!
Yeah Yeah Yeahs !!!!

13 e 14/Nov – New Orders no Via Funchal

Fora o Robbie Williams que (dizem) vai tocar no Estádio do Flamengo, no Rio, dia 18/10....

Bom, é isso aí. Agora é correr pra garantir seu ingresso e aproveitar muito!

See ya!!