segunda-feira, setembro 25, 2006

Emily, coma um sanduíche-íche!!!

Buenas people,

Claro que fui assistir “O Diabo Veste Prada” (The Devil Wears Prada, EUA – 2006) nesse fim de semana e devo dizer que o filme é a Meryl Streep. Bom, que novidade também! Ela é a maior atriz da atualidade e dá show em praticamente qualquer papel. Mas ela brilha muito como a megera editora de moda da revista Runway, Miranda Priestley, nessa adaptação para as telas do livro de Lauren Weinsberg.

Aliás, adaptação fraca, hein? Tudo bem que quando se passa uma história de livro para filme, a história precisa ser condensada, muitas vezes personagens são cortados, entre outras mudanças. Mas mudar o âmago dos personagens, essa foi a primeira! O livro tem um final feliz pra protagonista, mas no filme eles precisavam colocar um final feliz PRA TODO MUNDO?

Bom, esclarecendo um pouco... No livro, a jornalista recém-formada, Andy Sachs, consegue um emprego na revista de moda Runway, trabalhando como segunda assistente na editora mais conhecida no mundo da moda, Miranda Priestley. No livro, ela come o pão que o diabo amassou, assim como no filme, sempre com um bom nível de sarcasmo e bom senso. Já no filme, Andy vira uma verdadeira bolha. No livro, Andy se dá mal e depois mergulha de cabeça no mundo da moda para provar para a bruxa Miranda que ela é capaz de tudo. No filme elas acabam até formando um vínculo que banalizou a história e transformou em estilo “comédia-romântica”.

No meio disso tudo brilham as maravilhosas produções de moda de Patrícia Field (a que fazia a produção de moda de Sex & The City) e a histérica assistente número 1 da Miranda, a Emily. Essa personagem é fiel ao livro e está perfeita!! Aliás, o melhor é a dieta dela: não comer nada e quando estiver para desmaiar comer um pedaço de queijo.

Mas o melhor do filme é a interpretação da Meryl Streep. Ela brilha em praticamente qualquer papel, mas como vilã, está fantástica e cheia de classe. Ela é a encarnação perfeita da chefe-monstro que muita gente vai reconhecer (eu sei, já tive uma chefe monstro mas que não tinha nem metade do charme, da classe e da competência da Miranda Priestley). Sua representação é o melhor do filme e poderia ter sido perfeita se o roteiro tivesse mantido a integridade dos personagens de acordo com o livro. Well, cest la vie!

See ya!

segunda-feira, setembro 18, 2006

O SHOW DO ANO – Franz incendeia Sampa!!!!!

Buenas pessoas,

É isso aí galera, esse foi o show do ano!!!!! Eles vieram, viram e venceram!!! Um show magnífico, no qual tocaram todos os hits e muito mais, com uma super interação com o público e uma descontração e energia invejáveis.

Estou até pensando se vou vender meu ingresso do New Order, porque qualquer show que eu for assistir agora vai ser um anti-clímax!!

Brincadeira! Não vou vender o ingresso do New Order, mas vai ser muito difícil qualquer show superar o que foi o do Franz Ferdinand no sábado, no Espaço das Américas. Música. Muita música boa, energia concentrada e positiva. Catarse geral.

Quase 2h00 da manhã, eles entram no palco de um Espaço das Américas lotado e abafadíssimo. Isso não impediu que o público pulasse, gritasse e cantasse todas as músicas desse grupo escocês que está no seu auge de sucesso. Começaram com “This Boy” e foram desfilando as prediletas do público com canções até inéditas. O público cantou, a plenos pulmões, todos os hits: "Walk Away", "Take me out", "Do You Want To", "Jacqueline" e “This Fire”. Eu já achava eles ótimos mas, depois desse show, estou convencida que os caras não têm nenhuma música chata. Quem não gosta de Franz é ruim da cabeça ou doente do pé!!

Mesmo estando naquela sauna, perto ou longe do palco, não importa onde você estivesse, não dava pra ficar parado. Eles mandaram ver com todo o coração e fizeram os fãs se refestelarem. Devo dizer que saí de alma lavada!!

Agora, isso sim é que é um show de rock!! Com direito à destruição total da bateria no final, após uma performance pesada e maravilhosa de “This Fire”.

As good as it gets!

See ya!

domingo, setembro 17, 2006

Vem aí...

Segura aí que já vou falar do melhor show do ano - FRANZ FERDINAND!!!!!!!
E de um filme mais ou menos chamado Xeque Mate (Lucky Number Slevin, EUA - 2006).

Culebras y Sam Jackson en el avión


Buenas people,

Na semana passada assisti a esse novo clássico do cinema trash, Snakes on the Plane (Serpentes à bordo em português, EUA – 2006). Antes do início da produção, a idéia do filme vazou na Internet e todo mundo ficou entusiasmado. Várias pessoas criaram blogs de discussão sobre como deveria ser o roteiro, muitos criaram trailers fictícios para o filme. O filme já é tão famoso e esperado, que para muitos, foi uma desilusão.

Desde o começo a coisa foi simples: a idéia de muitas cobras soltas em uma avião cheio de passageiros em pleno vôo. Bom, qualquer pessoa em sã consciência sabe que com uma premissa como essa, não dá pra fazer um filme sério. O objetivo do filme sempre foi ser algo trash, estilo de filme que é uma comédia não intencional, que tem roteiro banal, diálogos estúpicos, muitos clichês e cenas tão absurdas que só podem ser cômicas. E o filme é tudo isso.

Aliás, Plan 9 from outer space perdeu sua coroa do filme mais trash da história. Snakes ganha disparado!!! Os diálogos são idiotas desde o início. Sam Jackson está super cool, como sempre, e a presença dele na tela já é parte da diversão garantida. Se vc for assistir a Snakes achando que vai ser um filme de aventura ou de terror, nem vá. Tem que ir com o espírito preparado: o filme é uma comédia escrachada, no estilo Top Gun, Apertem os Cintos que o Piloto Sumiu, e outras tantas dos anos 80, misturada com os filmes que tentavam fazer terror na época e passavam sempre no SBT, como Bebê Assassino e Aligator. Apesar da história de Snakes se passar na época atual, o filme parece saído direto dos anos 80.

Com tudo isso em mente, o filme começa mostrando o Havaí, praias lindas, um bom reggae, nada a ver com cobras no avião. Um rapaz havaiano testemunha, sem querer, o assassinato de um promotor por um chefe da máfia. Essa cena já é hilária em si, porque o diálogo é completamente clichê, algo mais ou menos assim:

Mafioso Assassino (enquanto bate num cara todo ensanguentado pendurado pelos pés) – Se vc não fosse tão certinho, poderia viver e poupar sua família de tudo o que vão passar!

Promotor (pendurado pelos pés, ensanguentado) – Eu jamais faria nada ilegal, muito menos por um bandido como vc, Eddie Kim!!! (claro que ele precisava falar o nome completo do vilão, assim a testemunha não terá dúvidas na identificação)

Fala sério...

Daí em diante, é só risada. Sam Jackson é um policial que precisa levar o rapaz até Los Angeles para testemunhar contra o mafioso, Eddie Kim, que descobre em que avião ele fará isso e coloca vários caixotes de flores cheios de cobras venenosas dentro, para serem liberadas durante o vôo e tentar derrubar o avião. Todos os clichês de pessoas chatas que vc encontra no avião estão lá: o executivo que só reclama de tudo, a patricinha chatinha com um cachorrinho estilo Paris Hilton, a celebridade e sua posse, as crianças sozinhas que vão encontrar a mãe em LA, etc.

Bom, nem precisa dizer que as cobras fazem a festa no avião. O legal é que eles dizem que elas foram borrifadas com feromônio, e por isso elas ficam agressivas. Tudo bem, mas eu nunca vi cobra pular e morder as pessoas no peito e no pescoço como se fosse cachorros. Só em Snakes mesmo. As cenas de morte são, ao mesmo tempo, cômicas e nojentas, típicas de filmes de terror trash dos anos 80. As primeiras mortes são de chorar de rir, quando a cobra morde o seio de uma mulher que estava transando com o namorado no banheiro do avião, ou outra que morde o “aparelho” de um cara que foi ao banheiro.

Daí em diante é muita ação, diálogos absurdos, muita morte nojenta e várias risadas. O filme fica um pouco chato em certo momento, mas quando Sam Jackson fala a célebre frase: I've had it with these motherfucking snakes in this motherfucking plane!!! Aí a coisa fica agitada e engraçada de novo.

Só para aquelas pessoas que têm muito senso de humor (e um senso de humor um tanto quanto distorcido hehe).

See ya!

quarta-feira, setembro 06, 2006

TUDO DE BOM!!!!!!!!!!


If there's music in the night,
And it's really, really right,
It's the only thing I need.
It intoxicates your mind
All your troubles left behind
So come on and take my lead.
It's not just me who feels it
Music plays a mind trick
Watch me forget about missing you

Buenas galera,

É isso aí que está na letra da música... O show do Jamie Cullum prega um truque na sua mente e você não quer mais sair do estado de graça que ele deixa.

Tudo de bom nem começa a descrever o show do rapaz! A música dele já é fantástica, mas a performance é outra coisa. É sensacional!!!

Com muito carisma, simpatia e graça, Jamie interage com o público o tempo todo, inclusive quando ele desce do palco e canta uma música inteira, passeando pela platéia, ou na última música, quando ele convida a platéia a subir ao palco com ele e toca cercado pelo público.

Eu fiquei pensando no que eu iria colocar no título, algo que destacasse o ponto alto do show. Mas não dá pra fazer isso, porque sempre que eu achava que era o ponto alto, ele ia e se superava. O show inteiro é um ponto alto. Ele é o ponto alto!!!

Já começa a apresentação com muito entusiasmo, subindo no piano, pulando do piano e dançando. Ele toca em pé, sentado, de qualquer jeito, passando toda sua intensidade para o público.

Além dos covers de jazz maravilhosos - What a difference a day makes, I get a kick out of you, Singing in the rain – Jamie tem composições próprias que são ainda melhores, como Twentysomething, a lindíssima These are the days e a incrível Mind Trick (da letra acima).

Durante o show o moço professou várias vezes o seu amor pelo Brasil. Não só mencionando a namorada brasileira umas três ou quatro vezes (Isabela, vc é sortuda, não se esqueça!!!), mas também dizendo que para um músico de jazz era uma honra tocar no país que criou um estilo particular do gênero. Também na parte, tributo ao Brasil, teve a participação especial de Maria Rita, cantando Singing in the Rain e God com ele.

Mas o amor pelo Brasil não pára aqui. A música London Skies foi explicada como uma composição para tentar fazer sua namorada brasileira gostar ou ver beleza no céu cinzento de Londres, a cidade natal de Jamie. Além disso, no final, ele inclui um pouco de samba para que ela não sinta falta do carnaval. Ele mesmo toca bumbo e faz uma bela batucada com sua banda.

Além do piano e do bumbo, o rapaz também toca bateria em uma música e na própria London Skies ele encara o violão (será que tem algum instrumento que ele NÃO toca?). Tem! Logo no início do show, ele pega um trompete e finge que está tocando, mas faz os sons do instrumento com sua voz. Sensacional! Muito criativo, ele faz essas brincadeiras que acabam conquistando a platéia, como quando ele começa a batucar com as mãos na parte de madeira do piano (sem usar as teclas) fazendo um ritmo de música e cantando Dontcha das Pussycat Dolls. Mas o melhor é que no último verso, em vez de dizer o verso “Dontcha wish your girlfriend was hot like me” ele canta “Dontcha wish your boyfriend was short like me”, fazendo alusão a sua estatura. Nem precisa dizer que o público feminino inteiro quer levar ele pra casa, né?

Além de Pussycat Dolls e muito jazz, seu repertório variado inclui um lindo cover de Rocket Man de Elton John e outro belíssimo de High and Dry do Radiohead.

Mas o impressionante mesmo, é quando ele brinca com os instrumentos e com sua voz, que é incrível! Ele começa a cantar a capela, mas sem microfone. A voz dele se projeta e todo mundo consegue ouvi-lo da platéia. Aos poucos ele vai se aproximando do microfone e suavizando o tom, fazendo um show a parte só com suas cordas vocais.

Enfim, difícil escolher um momento especial do show, porque ele é inteiro cheio de surpresas e momentos mais do que bacanas. Foi imperdível!! Certamente um dos pontos altos da minha vida.

See ya!

terça-feira, setembro 05, 2006

Crikey


Buenas galera,

Ontem o mundo ficou um pouquinho mais triste....

Faleceu Steve Irwin, mais conhecido como o Crocodile Hunter, um australiano que tinha programas de TV e fazia documentários sobre animais selvagens, mais especificamente crocodilos e cobras.

Stevo era um cara bacana, com um jeitão australiano caipira, que a maioria na Austrália tinha até um pouco de vergonha. Sua simpatia, jeito exagerado de falar e de fazer as coisas, conquistou milhões no mundo. Esse texto do Guardian fala desse fenômeno, querido em todo o mundo e um pouco desprezado na Austrália:

http://blogs.guardian.co.uk/news/archives/2006/09/04/death_of_a_showman.html

Para mim, Stevo era um exemplo (um pouco exagerado, claro) do típico australiano: boa praça, alegre e com uma inocência genuína que fazia dele amado principalmente pelas crianças.

Stevo, you’ll be missed!

sexta-feira, setembro 01, 2006

desConhecimento

Buenas pessoas,

Para alegrar a sexta-feira, é só dar uma olhada na sátira da Wikipedia (enciclopédia on-line), a Uncyclopedia:

http://uncyclopedia.org/wiki/Main_Page

Dá um search Brazil e vc acha uma absurda descrição do Brasil (pensando bem, se você olhar na parte de políticos, talvez nem seja tão absurda assim)

http://uncyclopedia.org/wiki/Brazil

E a matéria sobre o encontro do Bush com seus economic advisors também é muito boa (a chamada está na página inicial, à direita, in the news, quarta matéria).

Qualquer um pode mandar artigos e editar!! A versão brasileira é:

http://desciclo.pedia.ws/wiki/P%C3%A1gina_principal

Enjoy! TGIF!

See ya!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Comentário rápido....

I´VE HAD IT WITH THESE MOTHERFUCKING SNAKES IN THIS MOTHERFUCKING PLANE!!!!!!!

http://film.guardian.co.uk/features/featurepages/0,,1856469,00.html

Para os amantes de filme trash... contagem regressiva!

Thank you for smoking (but not on this column)


Buenas,

Nesse fim de semana assisti um filme muito bacana e politicamente incorreto chamado “Obrigado por Fumar” (Thank you for Smoking, EUA - 2005). O filme faz uma ácida crítica à sociedade norte-americana por usar a liberdade de expressão para manipular as pessoas e vender o que dá mais lucro, mesmo sabendo que faz mal.

O filme mostra os extremos. De um lado, um lobista da indústria de tabaco chamado Nick Naylor (interpretado magistralmente pelo Aaron Eckhart), que usa a liberdade de expressão para manipular a audiência de programas de TV, jornalistas e até o próprio filho, defendendo o fumo. Enquanto ele vive bem e cria o filho com valores totalmente distorcidos, do outro lado o filme mostra um congressista fanático que quer colocar um rótulo de veneno (uma caveira e dois ossos cruzados) nos maços de cigarros.

Nessa história, ninguém é muito santo, nem quem, supostamente, está do lado do “bem”. Todo mundo manipula todo mundo. A jornalista seduz o lobista para conseguir a história bombástica dela, o congressista usa crianças com câncer em programas de TV para fazer a sua plataforma parecer mais dramática. Ou seja, o lobista até que nem é tão ruim.

O filme é uma sátira e acaba sendo bastante engraçado, no estilo de piadas politicamente incorretas. Quanto mais cafajestadas os caras fazem na tela, mais a gente dá risada.

QUEM NÃO QUISER SABER SOBRE O FINAL, PARE DE LER AQUI.

Inteligente e instigante, a idéia do filme é cutucar mesmo. O diretor e roteirista Jason Reitman acertou em fazer um filme incorreto do início ao fim. Ele levou anos para conseguir filmar o projeto, porque todos os estúdios diziam a ele que o lobista tinha que se ferrar e se arrepender de seus pecados no final. O lobista até se ferra, mas depois ele sai por cima sem mudar seus valores, que é o que torna o filme mais realista, apesar de acharmos absurdo. Você sai do cinema sabendo que ser manipulador compensa e que não importa se você acreditar ou fizer a coisa errada, se você consegue convencer as pessoas com sua lábia, está tudo bem.

E do outro lado, o congressista consegue o que ele quer, com uma solução absurda e ridícula mas que, aparentemente, está se tornando realidade!! PASMEM!! Vejam o link abaixo... Isso não é ficção, é notícia mesmo:

http://commentisfree.guardian.co.uk/david_boaz/2006/08/political_correctness_from_car.html

Pois é… o mundo ficou louco mesmo!! Eu não fumo e nem gosto, mas respeito quem o faz em seu próprio espaço (sem incomodar os outros) e também acho que não se pode mudar a história. Mas isso já é um novo post....

A única coisa que eu mudaria no filme de Reitman é a forma tradicional que ele usou pra contar a história. Como em qualquer filme clássico, o lobista Nick Naylor acaba se tornando o herói da história. Porque, por mais que ele seja errado, o filme mostra os outros todos muito piores do que ele. E, no final, como era de se esperar, nosso herói (ou anti?) se dá bem e todo mundo que o ferrou (principalmente o chefe e a jornalista) se dão mal. Nesse ponto o filme usa e abusa da fórmula hollywoodiana.

Mesmo assim, o argumento continua sendo muito bom, o filme é muito engraçado e a atuação de Eckhart vale a pena ser conferida.

See ya!
PS - Gostaria de lembrar que esse é um blog interativo. Sugestões, comentários, elogios e até críticas são bem-vindos!

quarta-feira, agosto 23, 2006

Downsizing chegou à Hollywood


Buenas galera,

Parece que acabou a época de vacas gordas em Hollywood... Estou falando de salários, é claro! (imagina, não existe uma mulher gorda se quer nas proximidades da Califórnia)

A revista de cinema Premiere (http://www.premiere.com/) fez uma matéria em julho sobre se os atores realmente valiam o cachê deles, ou seja, se o que o estúdio paga para o ator vale a pena pela quantidade de público que ele/ela atrai. Agora a Paramount anuncia que eles NÃO QUEREM RENOVAR O CONTRATO DO TOM CRUISE!!!

http://film.guardian.co.uk/news/story/0,,1856388,00.html

Tudo bem que o Tommy boy está meio lelé da cuca há algum tempo. Além de ficar brigando pelos jornais com a Brooke Shields porque ela tomou remédio para depressão pós-parto, ele ainda ficou pulando no sofá da Oprah pra mostrar que estava amando.... tsi tsi.... Nada saudável! Tem até um site hilário sobre a loucura do Cruiser:

http://www.tomcruiseisnuts.com/

Biruta ou não, TC ainda é o cara que mais dá dinheiro pra Hollywood e, se ele está sendo dispensado por um grande estúdio é sinal de que a coisa está preta por lá.

That’s it folks! See ya!

segunda-feira, agosto 21, 2006

Depois de um longo e tenebroso inverno.... as bandas internacionais voltam ao Brasil para muitos shows bacanas!!!!

Buenas a todos!!!

Depois de um período sabático de inverno e Copa do Mundo, os shows internacionais voltam ao país com força total neste segundo semestre.
Dá uma olhada na lista:

06/Set - Campari Rock no Via Funchal
Cardigans !!!!
Gang Of Four !!!!!

08/ Set – The Ataris no Credicard Hall

16/Set - Motomix Art Music no Espaço das Américas
Art Brut
Peter Hook, do New Order, DJ set
Radio 4
Franz Ferdinand !!!!!

1/Out – NOFX no Credicard Hall

26 a 29/Out – TIM Festival no Auditório Ibirapuera e no Anhembi
Beastie Boys !!!!!!
Clap Your Hands Say Yeah (ainda não está 100% confirmado)
Daft Punk !!!!!
Devendra Banhart
Patti Smith !!!!!
Yeah Yeah Yeahs !!!!

13 e 14/Nov – New Orders no Via Funchal

Fora o Robbie Williams que (dizem) vai tocar no Estádio do Flamengo, no Rio, dia 18/10....

Bom, é isso aí. Agora é correr pra garantir seu ingresso e aproveitar muito!

See ya!!

segunda-feira, agosto 14, 2006

Vai saber, sei lá, nunca se sábado!!!!!

Buenas buenas!

Essa é uma super dica pra quem quer desopilar o fígado!!

Neste fim de semana fui assistir à peça de teatro “Nunca Se Sábado”, no Teatro Folha, no Shopping Pátio Higienópolis. A peça é inspirada no programa de TV norte-americano, Saturday Night Life, que consiste em esquetes cômicas representadas por seu elenco fixo e por um convidado que muda a cada semana. Quem assiste SNL sabe que o humor é acido e que a é um dos poucos programas que faz críticas ao governo americano.

O Nunca Se Sábado é a versão brasileira do SNL, com pequenas diferenças. Além do elenco fixo, chamado de “Cia do Pátio”, a cada sábado se apresentam três grupos de teatro/comédia diferentes. Cada um faz três esquetes e, no final, o público dá uma nota para todos os grupos. O grupo com a melhor nota dá lugar a outro na próxima semana, enquanto os com as maiores notas permanecem. Além disso, tem o convidado especial semanal.

No sábado passado assistimos aos grupos “Pessoal do Vacalhau”, “Quarteto em Rir Maior” e “Amigos de Baco” e como convidada especial a Drag Queen Nany People. Nem preciso dizer que foi hilário.

O Pessoal do Vacalhau, que fala com sotaque português e troca o B pelo V, fez esquetes demonstrando como são as novelas (ou nubelas, como eles pronunciam) das 18h00, 19h00 e 20h00, além de uma nubela mexicana. Era de chorar de rir.

Já o Quarteto em Rir Maior apresentou três histórias bem diferentes. A primeira, menos engraçada, sobre monges. Na segunda um dos integrantes fazia um discurso em alemão (claro, com um monte de besteiras em português com sotaque alemão no meio e ainda uma ótima piada com Schummacher e Barrichelo) como se fosse Hitler, ridicularizado. Foi hilário... mas o terceiro foi ótimo... eles imitaram os Menudos!

O outro grupo fazia esquetes mais físicas, com um humor parecido de palhaços de circo. Também foi bem engraçado, mas nem tanto quanto os outros. E não fui só eu quem achou, porque já vi que na programação dessa semana, o Pessoal do Vacalhau e o Quarteto em Rir Maior permanecem.

A Nany People também teve uma participação muito engraçada, em esquetes que misturam um humor bem pontual com a palhaçada.

Como eu disse, para rir muito e that´s all!

See ya!

segunda-feira, julho 31, 2006

Não é filme de terror, é a vida real...

Hoje, nessa fria e escura segunda-feira, eu recomendo a todos a leitura do blog do cartunista Mazen Kerbaj que, com inteligência transforma o horror em mensagens de alerta:
http://mazenkerblog.blogspot.com/
Não acho que serei capaz de esquecer as palavras de Mazen.

Também recomendo a leitura da matéria do jornal inglês The Guardian:
http://www.guardian.co.uk/israel/Story/0,,1833884,00.html

Eu devo dizer que sou uma fã do gênero filmes de terror, mas esse está cruel demais... nem Jason e Freddy Krugger juntos conseguiriam tanta maldade....

sexta-feira, julho 28, 2006

Jack is back!!!


Buenas!!!
Nem preciso dizer que fui assistir “Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte” (Pirates of the Caribbean 2 – Dead Man’s Chest, EUA 2006). O filme está fazendo história nos EUA por ser a maior bilheteria de todos os tempos (primeiro recorde) e estar há mais de três semanas em primeiro lugar nas bilheterias (segundo recorde). Os caras da Disney não conseguem parar de rir, ou melhor, só o fazem para nadar na grana que eles estão ganhando. Mas o filme merece tudo isso...

Claro, não vamos aqui pensar que estamos falando de um filme que ganharia o Festival de Cannes, um filme denso, daqueles que muda a sua vida, ou algo assim. O filme é, e sempre pretendeu ser, uma aventura/comédia da Disney, extremamente bem-feita, com um ótimo roteiro, um ótimo elenco (aliás, sem dúvida, assim como no primeiro, o melhor do filme é o Johnny Depp!!), efeitos bárbaros e tudo muito bem amarrado por um bom diretor, que é Gore Verbinski.

A história é bem mais rocambolesca que a do primeiro filme (se é que isso é possível!) e fica mais complicada porque não tem uma conclusão, o final deixa você esperando pelo terceiro filme da série para resolver tudo. Mas a história é mais ou menos assim: Jack (Johnny Depp) e sua tripulação no Black Pearl estão atrás de um baú que contém algo muito valioso. Chega em Port Royal, no dia do casamento de Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth (Keira Knightley), um representante da marinha mercante com ordens para prender e executar o belo casal.... a não ser que Will ache Jack e encontre o baú e traga para o maléfico representante da marinha. Bom, aí começa a história.

O filme é bastante divertido. Dessa vez a Disney investiu pesado no humor, porque percebeu que esse foi o ponto algo do primeiro filme. Agora não é só Jack que é hilário, mas todos os personagens estão um pouco engraçadinhos. Mas a vedete deste filme volta a ser aquele personagem aloprado que Johnny Depp criou no primeiro: Capitain Jack Sparrow – uma espécie de Keith Richards, sempre bêbado e meio afetado. Há de se reconhecer que um ator é brilhante quando ele pega um papel em um filme da Disney e transforma em um mito. Jack é um mito. Johnny é um mito.

Vá ver o mito!

See ya!

quinta-feira, julho 20, 2006

A Épica Revolucionária Cubana


Buenas chicos y chicas!!
Chegou a São Paulo uma belíssima exposição de fotografias da revolução cubana, com seleção de 69 imagens tiradas por consagrados fotógrafos como Alberto Dias (Korda), Osvaldo Salas, Roberto Salas, Libório Nival e outros. É um programa imperdível para quem gosta de fotografia, ou para quem gosta de história, ou para quem gosta de design ou quem gosta do tema. Basicamemte, é imperdível para todos!!

A exposição acontece na Galeria do Senac Lapa Scipião entre 13 de julho e 18 de agosto de 2006, tem curadoria de Nelson Ramírez de Arellano, fotógrafo e curador chefe da Fototeca de Cuba e co-curadoría de Lourdes Socarrás, Diretora da Fototeca de Cuba, principal instituição cubana de fomento à fotografia e responsável pelo acervo.

As fotos retratam todos os tipos de momentos que aconteceram durante os anos da revolução. Há desde fotos de camponeses com armas, pessoas reunidas, Fidel discursando, como há momentos de descanso de Fidel em uma rede, sua saída da prisão nos Estados Unidos, Che com seu filho, Che fumando charuto e os dois jogando golfe, de uniforme militar, coturno e boina! Além de belas fotos, muito bem feitas, é uma documentação história de valor inestimável.

Além de tudo, quem está trazendo a mostra para o Brasil é o IMEA – Instituto de Mídia e Artes, criado em 2005 pela minha grande amiga Fernanda Cerávolo. O IMEA é um pólo de pesquisa, criação e ensino que visa contribuir diretamente para a formação de uma cultura de inovação no país através do uso de tecnologias de áudio, vídeo, design e imagem, sempre em busca de criatividade, mudança, aprimoramento e disseminação da informação e da cultura (http://www.institutomidiaeartes.com.br/).

Nem preciso dizer que, se você estiver vivo, vá para o Senac e confira essa mostra belíssima.

See ya!

Um sagaz olhar sobre o marido ideal


Buenas,
No domingo fui assistir à peça de teatro “O Marido Ideal”, que está em cartaz em São Paulo, estrelada por Herson Capri, Silvia Pfeifer, Edwin Luisi, Vanessa Gerbelli e outros grandes atores brasileiros.
A peça fala de relacionamentos, integridade, mentira, corrupção e, no meio disso tudo, coloca em dúvida se o marido ideal é realmente.... ideal! Baseada em um livro de Oscar Wilde (O Retrato de Dorian Grey), esse genial escritor que usa do sarcasmo e do humor inteligente e sagaz para mostrar o que há de mais absurdo na natureza humana. Quem gosta do trabalho dele, precisa ver a peça, porque as grandes citações dele estão todas lá, muito bem colocadas pelo ótimo Edwin Luisi.
Não sou expert em teatro, mas acho que essa é uma peça que vale a pena ser vista pela qualidade dos atores, do texto e da produção. (Meninas, os vestidos são liiiiiiindos de morrer!!!)
See ya!

Jennifer Aniston sem sorte com os homens


Buenas,
Outro dia fui assistir ao filme “Separados pelo Casamento” (The Break-up, US-2006), com a Jennifer Aniston e o Vince Vaughn. A brincadeira do título fica por conta do recente (?) divórcio dela com Brad Pitt fora das telas e o caso do filme se tratar de uma história de separação.
Bem escrito, com diálogos inteligentes e engraçados, essa comédia romântica ela o nível desse tipo de filme. A premissa da história é um casal – Brooke (Jennifer Aniston) e Gary (Vince Vaughn) que vive junto, até que um dia ela decide que não dá mais pra agüentar as manias e a falta de consideração dele. Só que nenhum dos dois quer abrir mão do apartamento que está financiado por igual e aí começa a parte cômica da história. Eles têm que viver no mesmo teto até resolver a situação e a casa acaba virando um campo de guerra. O filme tem seus momentos românticos, como quando eles percebem que na verdade estão lutando para não terminar o relacionamento, que na verdade Gary precisava acordar pra vida e entender as necessidades de Brooke. Mas com a boa mão do diretor Peyton Reed (o mesmo de Down with Love – Abaixo o Amor), eles não chegam a estragar essa ótima comédia.
O filme é recheado e atores coadjuvantes sensacionais como Vincent D’Onofrio – um dos irmãos esquisitos de Gary - , Jon Favreau – o melhor amigo de Gary, que é tem momentos de lucidez incrível em meio à uma grande loucura e proporciona um dos melhores momentos do filme - , Jason Bateman – como o amigo e corretor - , e Judy Davis – como a pirada dona da galeria onde Brooke trabalha. Esses caras, junto com o Vince Vaughn, fazem momentos absolutamente hilários.
Quem não quer saber muito sobre o final, pode parar de ler aqui....
O que eu gostei mesmo foi do final que teve um toque de otimismo, sem ser piegas, ridículo e impossível como os finais normais de comédias românticas.
That’s it folks!
See ya!

quinta-feira, junho 22, 2006

Não é só o James Cameron que sabe afundar navio em Hollywood!


Buenas,
Amanhã estréia mais um filme estilo ‘blockbuster’ lançado para o verão americano, a refilmagem de um clássico (?) de 1972, Poseidon.
Para ser sincera, sei que assisti ao filme original na TV, mas não lembro muito bem. A história parece ser a mesma. No luxuoso transatlântico Poseidon acontece uma festa de reveillon, quando uma onda gigantesca com mais de trinta metros (tsunami?) atinge a embarcação com tanta violência que a vira de cabeça para baixo. Grande parte dos passageiros morre no impacto, esmagados ou simplesmente lançados ao mar.
Os sobreviventes ficam confinados no salão de baile, que ainda permanece intacto. Mas um pequeno grupo não acredita que a estrutura do salão agüentará até a chegada do resgate e prefere buscar um modo de chegar ao casco, arriscando-se através de vários níveis de escombros para alcançar a superfície enquanto o navio começa a afundar.
Estabelecida essa premissa, devo dizer que as cenas de ação (e destruição) são sensacionais. Muito realista, o filme é verdadeiramente aflitivo. Os personagens são rasos e estereotipados, já os diálogos são pífios. Algumas conversas parecem de filme de caricatura, como Todo Mundo em Pânico. A boa notícia é que os diálogos constituem somente 5% do filme. Assim a coisa fica tragável. Parece o Titanic, só que sem a história de amor babaca.
As seqüências são bem feitas e deixam o público na beira da poltrona, mas no final algumas cenas começam a ficar um tanto quanto improváveis.
Se você gosta de muita ação, pode ser uma boa pedida, mas não espere grandes atuações ou um roteiro elaborado.
See ya!

quarta-feira, junho 21, 2006

Teatro mistura mídias em São Paulo


Buenas galera,
Recentemente vi duas peças de teatro muito bacanas aqui em São Paulo e as duas têm em comum o fato de incorporar outras mídias na boa e velha linguagem teatral, mudando um pouco a dinâmica entre atores e platéia.
Em Avenida Dropsie, uma peça baseada nas histórias em quadrinhos de Will Eisner, vemos fragmentos e cenas da vida em uma grande cidade. A peça é uma mistura de esquetes, números musicais e cenas sobre os absurdos normais e a solidão coletiva de se viver em uma metrópole.
O cenário é um edifício de três andares no qual vemos, pelas janelas, ou na frente, onde seria a rua, histórias engraçadas, melancólicas que falam das pessoas no meio do aglomerado de cimento. Os diálogos, coreografias e cenas são intercalados com projeções, feitas em uma tela transparente na frente do palco, de frases de Eisner.
O grupo Sutil Companhia de Teatro encena a peça que mistura a leitura, quadrinhos com o teatro e a música, presença marcante nas cenas.
Em Quando Nietzsche chorou, Cássio Escapin faz o papel de Friederich Nietzsche, o filósofo do desespero, que está no limite de uma depressão suicida, incapaz de encontrar cura para suas doenças. Ele acaba procurando um médico que sugere um tratamento pouco ortodoxo: o médico ajuda Nietzsche com remédios e tenta curar seus males físicos, enquanto Nietzsche ajuda o médico com seus males espirituais. Acaba sendo um processo de auto descoberta para os dois, com muitos insights interessantes da filosofia de Nietzsche.
A parte multimídia da peça é bastante interessante. Em vez de ter cinco atores contracenando no palco, somente Nietzsche e o médico estão lá fisicamente. Algumas cenas que envolvem os outros três personagens da trama foram filmadas previamente e são exibidas no telão que faz parte do cenário. Quando vemos as cenas com os outros personagens, o palco escurece e os atores, que praticamente não deixam o palco do início ao fim da peça, ficam parados. Achei um conceito bastante interessante, pois nunca tinha visto uma peça de teatro com personagens reais e outros ‘virtuais’, uma mistura de teatro e cinema.
Há tempos o grupo Ornitorrinco, de Cacá Rosset, já encenava peças misturando música e circo e agora eles estão de volta com Marido vai à caça!, que também deve ser ótima e vale a pena conferir.
That’s it babies!
See ya!

Fofices para ver em DVD (ou vídeo mesmo! Alguém ainda usa isso?)


Buenas people,
Outro dia vi dois filmes muito bacanas, sensíveis e fofos em DVD e quero recomendar que todos os vejam.

O primeiro filme é Caiu do Céu (Millions, UK, 2004), de Danny Boyle, uma história de dois irmãos ingleses, crianças que acabaram de perder a mãe e moram com o pai, que acham uma mala com ₤ 1 milhão, alguns dias antes da Inglaterra converter todo seu dinheiro para Euros. O diretor de Trainspotting, Cova Rasa e Extermínio mostra seu lado mais sensível e faz um filme fofo sem ser piegas.
O irmão mais novo, de 5 anos, é fascinado pela vida dos santos da igreja e tem conceitos éticos muito enraizados, enquanto que o mais velho quer usar o dinheiro para ser popular com sua turma no colégio. O filme discute temas como religião, ética e bondade de forma engraçada e sem ser maçante. Uma verdadeira gema, não dá pra perder.
Já Uma Vida Iluminada (Everything is Illuminated, EUA, 2005), é um filme do ator/diretor (nesse caso só diretor) Liev Schreiber, com Ellijah Woods como um judeu americano que decide ir à Ucrânia encontrar a mulher que teria salvado seu avô dos nazistas.
Lá ele contrata como guias um rapaz ucraniano, que fala um inglês macarrônico (e hilário), e seu avô, que levam ele e o estranho cachorro da família em uma viagem para encontrar a vila onde a pessoa morava.
O filme usa o humor e a sutileza para mostrar o choque de culturas e o horror nazista, mostrando que não é preciso matar criancinhas e derramar muito sangue na tela para isso.
Dois filmes de grande sensibilidade para quem quiser ver o que há além das fórmulas hollywoodianas de sucesso.
See ya!